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Bruno desmente APLB e aponta motivação política em impasse salarial

Prefeito afirma que alegação do sindicato sobre o adiamento da votação é falsa

Jair Mendonça e Flávia Requião
Por Jair Mendonça e Flávia Requião
Bruno Reis
Bruno Reis - Foto: Valter Pontes/ Secom PMS

Prevista para ser votada nesta quarta-feira, 24, na Câmara Municipal de Salvador, a proposta de reajuste salarial dos professores da rede municipal foi adiada após um impasse envolvendo a categoria. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) acusou, na manhã desta quinta-feira, 25, a direção da APLB Sindicato de romper um acordo previamente firmado.

“Quando fizemos um acordo final [prefeitura e categoria] para encerrar a greve, ele foi assinado por todos, inclusive por mim. Esse acordo é público e resultou em um projeto de lei encaminhado à Câmara logo no dia 1º de agosto, ou seja, há 55 dias. Era um consenso entre governo, categoria e vereadores”, iniciou o prefeito durante coletiva de imprensa.

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Segundo Bruno, a APLB sugeriu novas emendas, que o governo teria acatado. “Estava tudo pronto para votar ontem, e na hora da votação a APLB vem pedindo para retirar de pauta, dizendo que o prefeito não cumpriu acordo. É mentira!”.

Bruno Reis citou que a atitude da APLB Sindicato tem base política e partidária, mas enfatizou que o foco deve permanecer na causa da educação e no interesse dos professores. Segundo ele, o episódio não é uma questão pessoal, mas sim uma interferência externa que prejudica o diálogo.

“É de forma irresponsável,com o interesse político partidário de dirigentes da APLB estadual, que não participaram das negociações estavam no dia da foto para fazer o acordo para aparecer e depois sumiu, e agora reaparece para atrapalhar a vida, não é da gestão não, gente”, finalizou o prefeito.

Ontem, o secretário da Educação, Thiago Dantas, já havia reforçado que, após uma reunião decisiva, a expectativa era encerrar o impasse e afastar a possibilidade de uma nova paralisação.

Em entrevista ao Portal, o chefe da pasta ainda destacou que o encontro ocorrido na terça, 23, a convite do presidente da Casa, Carlos Muniz, foi “muito proveitoso”.

Segundo ele, a reunião abordou pontos centrais do projeto, resultado do acordo firmado para evitar uma possível greve. Entre as propostas estão gratificações percentuais, novos quantitativos no quadro de vagas para promoções, conversão de licença-prêmio e campanha salarial.

“Todos os pontos trazidos e tratados foram discutidos”, afirmou Dantas, acrescentando que “após os esclarecimentos, ontem os líderes dos grupos da Câmara, a maioria, minoria e grupo independente das bancadas, sinalizaram disposição de voltar à medida hoje.”

Ainda para ele, a urgência em tratar do assunto era garantir, principalmente, a normalidade da rede e assegurar a aprendizagem dos alunos.

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APLB Sindicato Bruno Reis CÂMARA MUNICIPAL DE SALVADOR paralisação professores

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