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Nikolas Ferreira é criticado após votar contra prisão de Brazão

Há algumas semanas, o deputado comemorou prisões e chamou mandantes de petistas

Da Redação
Por Da Redação
Nikolas Ferreira se pronunciou nas redes sociais sobre o seu voto
Nikolas Ferreira se pronunciou nas redes sociais sobre o seu voto - Foto: Mário Agra | Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) virou alvo de críticas após votar, na quarta-feira, 10, contra a prisão do também deputado Chiquinho Brazão por ser supostamente o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco em 2018. A prisão aconteceu após pedido da Polícia Federal e autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nikolas foi criticado nas redes sociais por uma suposta incoerência no seu discurso, já que comemorou as prisões quando elas foram realizadas pela PF. Na ocasião, ele chamou Domingos Brazão, irmão de Chiquinho Brazão e também preso, de "mandante petista da morte de Marielle". Apesar disso, em 2022, o deputado fez campanha ao lado de Flávio Bolsonaro (PL).

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"Nikolas Ferreira votou para tirar Chiquinho Brazão da cadeia...O cidadão de bem defensor da família nunca falha né", diz um usuário do X (antigo Twitter).

"Isso não vale o que o gato enterra. Nikolas é um parlamentar totalmente desmoralizado. Acusou Brazão de ser petista, agora votou para soltar o petista?", questionou outro.

"Mesmo com Chiquinho Brazão fazendo campanha para BOLSONARO em 2022, Nikolas Ferreira disse que ele era petista. Hoje, todos os parlamentares do PT votaram para MANTER CHIQUINHO PRESO. A maioria do PL, votou para soltá-lo", diz outro post.

O PL, partido de maior representatividade na Câmara dos Deputados, votou em peso pela manutenção da prisão de Chiquinho Brazão. O União Brasil, que expulsou o parlamentar após ele ser preso, também teve a maioria dos deputados contrários à prisão.

As legendas de esquerda e de centro-esquerda, como PSD, PDT e as federações PSOL-Rede e Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV), orientaram voto para manter a prisão Brazão. Com isso, foram 277 votos a favor da manutenção da prisão e 129 votos contrários. Outros 28 deputados federais se abstiveram de um posicionamento no plenário.

Após as críticas, no final da noite de quarta-feira, Nikolas Ferreira se pronunciou nas redes sociais sobre o seu voto, argumentando que votou contra a prisão para "respeitar a Constituição", afirmando ainda que outros poderiam ser preso na sequência por "transfobia, homofobia, fakenews e cia".

"Que haja punição caso comprove-se que Brazão cometeu o terrível crime, mas para respeitar a constituição que jurei o cumprimento no dia da minha posse, não poderia votar diferente. Ou devo votar contra a constituição por pressão? Jamais. Até mesmo porque, se descumpro a constituição hoje, amanhã nos prendem por transfobia, homofobia, fakenews e cia. Ou seja: uma arapuca. Entramos com processo de cassação e que seja preso, caso comprovado. Lugar de vagabundo é na cadeia. O que passar disso é narrativa", postou o deputado.

Leia Mais: Cinco deputados baianos votaram para libertar Chiquinho Brazão

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