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OPERAÇÃO LAVA JATO

MP diz que Eduardo Campos recebia propina em conta na Suíça

Filho do ex-governador, João Campos, e PSB não se manifestaram sobre acusação

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Denúncia, oferecida após cooperação internacional com as autoridades suíças, é um desdobramento da Operação Lava Jato
Denúncia, oferecida após cooperação internacional com as autoridades suíças, é um desdobramento da Operação Lava Jato - Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

Uma denúncia apresentada na Justiça Federal em Pernambuco acusou o ex-governador Eduardo Campos (PSB), que morreu em 2014, de receber pagamentos em uma conta aberta na Suíça em nome de um tio.

A acusação apontou que Eduardo recebeu da empreiteira Odebrecht um montante de R$ 771,5 mil, que equivale a R$ 4 milhões atualmente, em contrapartida a favorecimento ocorrido no governo do pessebista no estado (de 2007 a 2014), conforme informações do jornal Folha de S. Paulo.

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A denúncia, oferecida após cooperação internacional com as autoridades suíças, é um desdobramento da Operação Lava Jato. A acusação foi apresentada em junho do ano passado e está sob segredo de Justiça. A denúncia foi aceita em setembro do mesmo ano pela juíza federal Amanda Diniz Araújo.

Ainda segundo a publicação, um dos acusados por crime de lavagem de dinheiro é Sandra Leote Arraes, viúva de um tio do ex-governador, Carlos Augusto Arraes, morto em 2010. Outro réu, também suspeito de corrupção é Aldo Guedes, ex-dirigente da Copergás, principal estatal pernambucana, e ex-sócio do ex-governador. Outros dois acusados são colaboradores da Justiça.

No último dia 17, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da ação penal e do sequestro de bens em relação a Sandra Leote a pedido da defesa da acusada, que afirmou que outros processos que têm por base dados do acordo de leniência da Odebrecht foram paralisados.

O prefeito de Recife e filho do ex-governador, João Campos (PSB), foi procurado, mas não quis comentar a acusação, de acordo com a reportagem. Em nota, a assessoria disse que o veículo deveria procurar o PSB em Pernambuco. A sigla também não se manifestou a respeito do caso.

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Eduardo Campos João Campos Ministério Público Federal odebrecht

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