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Michelle Bolsonaro recebeu 2º pacote de joias em mãos, diz servidora

Funcionária do GADH disse em depoimento a PF que Michelle tinha recebido joias em novembro de 2022

Da Redação
Por Da Redação
Michelle Bolsonaro é citada em polêmica sobre joias
Michelle Bolsonaro é citada em polêmica sobre joias - Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Uma funcionária que atuava no Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH) durante o governo Bolsonaro disse, em depoimento à Polícia Federal, que Michele Bolsonaro recebeu o segundo kit de joias enviado pelo governo da Arábia Saudita em mãos quando ainda era primeira-dama em 2022. Essa informação foi divulgada pelo jornal Estadão.

A testemunha que falou sobre o segundo pacote de joias, trabalha no GADH, departamento que presta serviços ao Gabinete Pessoal da Presidência da República e é responsável pela recepção e triagem dos presentes oficiais.

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Segundo relatou a funcionária, de acordo com o Estadão, um servidor do Palácio da Alvorada foi ao Palácio do Planalto para buscar a caixa de joias. O funcionário Rodrigo Carlos Santos,que assinou, em 29 de novembro de 2022, o recibo indicando que Bolsonaro tinha recebido as joias.

Em seguida, o administrador do Alvorada, pastor Francisco de Assis Castelo Branco, que era responsável por gerenciar a residência oficial no governo Bolsonaro e braço-direito de Michelle, contatou a servidora e “disse que a caixa de joias já estava na posse da primeira-dama, Michelle Bolsonaro”, alegou a funcionária a PF.

De acordo com o Estadão, a servidora relatou que, em novembro de 2022, o coordenador-geral do GADH, Erick Moutinho Borges, informou a ela que o conjunto chegaria ao departamento para ser incorporado ao acervo do presidente Bolsonaro.

Michelle vinha negando ter conhecimento sobre as joias, desde que o Estadão revelou o escândalo em 3 de março. Segundo o jornal, o conjunto de joias foi entregue a Michelle, no Palácio da Alvorada, e conferido pessoalmente por Bolsonaro.

O conjunto chegou ao Brasil através da comitiva do ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque, de forma ilegal, burlando as regras da Receita Federal. No estojo havia um relógio da marca Chopard, que custa cerca de R$ 800 mil, uma caneta, um anel, um par de abotoaduras e um rosário, todos em ouro cravejado de diamantes.

A funcionária disse ainda que a caixa trazida por assessores do Ministério de Mina e Energia foi recebida por ela, seu chefe Erick Moutinho e o museólogo Raniel Fernandes. Havia sido informado a eles que Bolsonaro já tinha visto o presente. Por razões de segurança, o chefe do GADH, Marcelo Vieira, disse que o conjunto deveria ser entregue ao Palácio da Alvorada.

Uma funcionária do Gabinete Adjunto de Documentação História (GADH) também relatou à PF que, em meados de outubro de 2021, foi aberto um processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) para informar que o MME enviaria um presente a Bolsonaro e que se tratava de um “cavalo de ouro”. No entanto, segundo ela, não havia nenhuma menção a joias.

A comitiva do MME revelou durante a abordagem dos auditores da Receita que eles também traziam duas caixas de presentes estimados em cerca de R$ 18 milhões.

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joias da presidência Michelle Bolsonaro relato segundo pacote

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