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REPRESENTATIVIDADE

Em evento de ministras, Janja critica ausência de mulheres no STF

"Sempre entro naquela sala, e é uma sala muito masculina", disse primeira-dama

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Condecoração tem o objetivo de distinguir serviços meritórios
Condecoração tem o objetivo de distinguir serviços meritórios - Foto: Rafa Neddermeyer | Agência Brasil

A primeira-dama Janja da Silva afirmou, nesta segunda-feira, 4, que as mulheres que atuam no terceiro mandato do presidente Lula (PT) têm muito a ensinar ao mandatário.

“Apesar de ele ser presidente, a gente tem muito também o que ensinar e mostrar para ele. É isso que ele espera de nós”, disse para a plateia de servidoras públicas do Banco do Brasil, onde aconteceu o evento.

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Presente no lançamento do Plano Plurianual para mulheres, a primeira-dama ainda aproveitou o momento para criticar a falta de representatividade no Supremo Tribunal Federal (STF), que após a saída da ministra Rosa Weber, que se aposentou em setembro, a Corte passou a ter apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.

“Toda vez que eu chego lá num evento no Supremo, eu vou direto para ela. Porque eu sempre entro naquela sala, e é uma sala muito masculina. Aquilo me incomoda muito, e aí eu sempre busco a ministra Cármen lá. Eu espero, realmente, é um espaço muito difícil, mas eu espero que ainda esse espaço possa ser de mais mulheres”, afirmou a socióloga.

Durante discurso, a mulher de Lula também afirmou que iria colocar o caderno que traz os objetivos do PPA para mulheres na mesa de cabeceira do marido. Dentre as metas listadas está o aumento da formalização de mulheres no mercado de trabalho para 45% e a redução da disparidade de renda entre homens e mulheres em 10%.

O evento contou com a presença das ministras do Planejamento, Simone Tebet, responsável pelo plano; das Mulheres, Cida Gonçalves; da Igualdade Racial, Anielle Franco; da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos; da Gestão e Inovação, Esther Dweck; e da Cultura, Margareth Menezes, que citou o baixo número de mulheres no comando de ministérios.

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Tags

Diversidade igualdade de gênero mulheres poder Política presidência STF

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