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CASO DAS JOIAS

Depoimento de advogado de Bolsonaro é desmentido pela PF

Frederick Wassef viajou às pressas aos EUA para recomprar Rolex dado a Bolsoanro, segundo a PF

Da Redação
Por Da Redação
O relatório da PF teve o sigilo quebrado nesta segunda-feira, 8
O relatório da PF teve o sigilo quebrado nesta segunda-feira, 8 - Foto: Pedro França / Agência Senado

O depoimento do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, foi desmentido pela Polícia Federal. Segundo a PF, Wassef viajou às pressas aos Estados Unidos para recomprar um relógio Rolex que havia sido dado de presente pelo governo saudita ao governo brasileiro, em viagem à Arábia Saudita, diferente do que ele havia dito que a viagem era de turismo e já estava programada. O relatório da PF teve o sigilo quebrado nesta segunda-feira, 8.

De acordo com o Portal Metrópoles, em março do ano passado, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estavam inquietos com a chance de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que ordenaria a devolução dos presentes doados à União, como pontava a investigação.

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Na última semana, a PF indiciou Bolsonaro, Wassef e mais dez pessoas pelo desvio de joias do acervo presidencial.

Segundo a publicação, a PF interceptou mensagens do celular de Wassef que mostram que o advogado estava apressado para viajar aos Estados Unidos.

No dia, Wassef cobrou uma agente de viagens que lhe encaminhou uma cotação de passagens para dois dias depois. Segundo o relatório, valor total da viagem, de ida e volta entre Campinas e Flórida, foi cotado em R$ 25 mil para ele e a namorada.

Ou seja, cerca de R$ 12,5 mil por pessoa. “Só não pode ter furo. É urgente a situação”, escreveu Wassef, segundo as mensagens.

Em depoimento à PF em agosto do ano passado, Wassef admitiu a compra do relógio com dinheiro vivo. No entanto, alegou que a viagem em questão para os Estados Unidos já estava agendada e seria de turismo: “Ia reencontrar amigos, visitar parques”.

Contudo, a PF disse no relatório que os fatos enfraquecem a versão de Frederick Wassef, e apontou que, quando ele comprou a viagem às pressas, os demais auxiliares do ex-presidente já iniciavam uma “intensa movimentação, com trocas de mensagens e ligações diárias, para planejar e executar a operação clandestina de recompra e recuperação das joias que compunham o kit ouro branco e ouro rose”.

Desvios

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) formou uma associação criminosa para desviar cerca de R$ 6,8 milhões em presentes recebidos em visitas oficiais, segundo aponta o relatório da Polícia Federal (PF)

O valor difere dos R$ 25 milhões que foram divulgados anteriormente pela Polícia Federal em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a PF, houve um erro material na conclusão do documento e o valor total, é de 6,8 milhões (US$ 1.227.725,12).

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