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POLÍTICA

Banco Master: CPI convoca irmãos de Toffoli em nova fase do caso

Presidente da comissão, Fabiano Contarato, afirmou que até ministros do STF podem ser chamados

Redação

Por Redação

12/02/2026 - 15:20 h

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Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli -

A CPI do Crime Organizado elevou a temperatura política nesta quinta-feira, 12, ao apresentar requerimentos para a convocação de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF, Dias Toffoli. Os pedidos surgem no contexto das investigações sobre o colapso do Banco Master e as supostas conexões da instituição com figuras do judiciário e do sistema financeiro.

O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), garantiu que os requerimentos serão pautados na próxima reunião e reforçou a independência do colegiado. Em nota contundente, Contarato afirmou que a CPI não se omitirá diante da gravidade dos fatos: “Ninguém será blindado, não importa o cargo, o poder que exerça ou a hierarquia que ocupe dentro ou fora das estruturas do Estado”, declarou o senador, sinalizando que até mesmo ministros do Supremo podem entrar no radar de convocações.

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Ofensiva contra a estrutura do Master e Reag

Além das convocações, a CPI avançou sobre o núcleo financeiro do escândalo:

  • Quebra de Sigilos: Foram solicitadas as quebras dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da gestora Reag e de seu fundador, João Carlos Mansur.
  • Documentação Técnica: Contarato solicitou que o Banco Central envie a íntegra do processo administrativo que culminou na liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025.
  • Foco Investigativo: A comissão apura como organizações criminosas podem ter utilizado o sistema financeiro nacional para movimentar recursos sem lastro, gerando o rombo estimado em bilhões.

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Pressão sobre Dias Toffoli

A movimentação na CPI ocorre em paralelo à ofensiva da oposição no Senado e na PGR. Parlamentares do PL e do Novo intensificaram a pressão para que Toffoli deixe a relatoria do caso no STF, baseando-se em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro que mencionam o magistrado.

Apesar de o ministro ter admitido negócios de sua empresa familiar com o cunhado de Vorcaro — alegando que as transações foram legais e anteriores ao processo —, a oposição prepara um novo pedido de impeachment. Enquanto a cúpula do Congresso prega cautela, a CPI do Crime Organizado parece decidida a aprofundar as investigações sobre os elos familiares e comerciais que orbitam o banco liquidado.

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Tags:

Banco MAster cpi Dias Toffoli Fabiano Contarato STF

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