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Porto de Salvador deve exportar produção agrícola de algodão do Oeste

Prefeito antecipou que está articulando a transferência das exportações do Porto de Santos para Salvador

Lula Bonfim e Flávia Requião
Por Lula Bonfim e Flávia Requião
O porto passou por uma duplicação e que agora receberá retroáreas para suprir as demandas, principalmente de algodão
O porto passou por uma duplicação e que agora receberá retroáreas para suprir as demandas, principalmente de algodão - Foto: Mila Souza/ Ag. A TARDE

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou, na manhã desta segunda-feira, 29, durante encontro do setor produtivo com pré-candidatos, sobre os investimentos envolvendo as atividades do agronegócio na capital baiana. Entre as medidas, o gestor antecipou que está articulando viabilizar a transferência das exportações agrícolas do Oeste baiano do Porto de Santos para Salvador.

“A produção agrícola do oeste, que é exportada pelo Porto de Santos [em São Paulo] , nós vamos exportar aqui por Salvador. Nossa equipe já está debruçada na antiga usiba Gerdau, ali terá áreas para enfardamento do algodão, retroáreas para alimentar o porto, vamos transformar ele também no polo industrial da construção civil para que esta produção do Oeste ,que vai a 650 km porto Santos mais distante do que o povo de Salvador, possa ser escoada pelo porto de Salvador, tão importante para o agronegócio da nossa Bahia”, disse, durante evento promovido pela Fecomércio, FAEB, Fetrabase e FIEB.

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Imagem ilustrativa da imagem Porto de Salvador deve exportar produção agrícola de algodão do Oeste
Foto: Shirley Stolze/ Ag A TARDE

Bruno Reis detalhou que o porto passou por uma duplicação e que agora receberá retroáreas para suprir as demandas, principalmente de algodão.

“Nós temos duas grandes áreas na cidade disponíveis: uma em Valéria, de 203 mil metros quadrados, e outra na antiga usiba Gerdau de cinco milhões de metros quadrados, onde 75% dessa área está em Salvador”, iniciou explicando.

O gestor de Salvador continuou afirmando que a ideia é melhorar a logística para que o porto consiga realizar processos que atualmente só é realizada no Porto de Santos.

“O algodão produzido na Bahia, segundo maior produtor de algodão do Brasil, o Oeste baiano, é escoado por Santos, que está a 700 km mais distantes do porto, do que o nosso aqui e por que eles vão para lá ? Porque lá eles têm a possibilidade de fazer o enfardamento do algodão, ou seja, a logística oferecida lá é melhor. Então, mesmo tendo um custo maior de transporte, essa logística faz com que eles exportem por lá. E nós já estamos articulando com a agro e com os operadores logísticos para fazer essas operações aqui em áreas desta antiga o usiba Gerdau, que também terá retroáreas para oferecer o porto em Salvador, até em virtude da chegada dos supernavios com conexão direta com a China”, especificou.

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