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Política de drogas e racismo: Iniciativa Negra celebra uma década de ativismo em Salvador

A sessão, que marcou uma década de atuação, teve uma programação diversificada, unindo arte, música e debates

Redação
Por Redação
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Fundada em 2015, a Iniciativa Negra foi a primeira organização negra do país a focar na reforma da política de drogas
Fundada em 2015, a Iniciativa Negra foi a primeira organização negra do país a focar na reforma da política de drogas - Foto: Divulgação IN

A Câmara Municipal de Salvador sediou na última terça-feira, 2, uma sessão especial para comemorar os dez anos da Iniciativa Negra, organização que se tornou referência nacional por debater e propor soluções para a política de drogas sob uma perspectiva racial. O evento, presidido pela vereadora Marta Rodrigues (PT), reuniu ativistas, políticos, artistas e representantes de movimentos sociais para celebrar a trajetória da instituição e discutir as conquistas e os desafios futuros.

A sessão, que marcou uma década de atuação, teve uma programação diversificada, unindo arte, música e debates. A condução do evento ficou a cargo dos mestres de cerimônia Má Reputação e Lucas de Matos, e contou com a participação de nomes como o coletivo Afrobapho e o ator Leno Sacramento, do Bando de Teatro Olodum. Entre os presentes, estavam vereadores, deputados e lideranças de diversas organizações, como o vereador Hamilton Assis, a deputada estadual Olívia Santana, Rute Fiuza (Mães de Maio Nordeste), Bianca Souza (Odara – Instituto da Mulher Negra) e Nilma Santos (Que Ladeira é Essa?).

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Fundada em 2015, a Iniciativa Negra foi a primeira organização negra do país a focar na reforma da política de drogas, propondo um debate que fortalece a democracia e combate o racismo estrutural no Brasil.

Dudu Ribeiro, um dos cofundadores da organização, destacou a transição de um papel de denúncia para o de proposição de políticas públicas. "Um dos grandes legados da instituição nesse período é sair do campo da denúncia... e ir para o campo da proposição de políticas públicas, das recomendações, para o debate político e da exigência absoluta, intransigente, da reparação enquanto parte fundamental dos processos de fortalecimento inclusivo da democracia", afirmou Ribeiro, ressaltando o ciclo de "começo, meio e começo" que a organização adota para os próximos dez anos de luta e celebração.

A cofundadora Nathália Oliveira enfatizou a racialização do debate como a maior conquista. "Acho que a primeira coisa, indiscutível, é a racialização do debate de política de drogas e direitos humanos no Brasil. Isso é uma conquista que nós começamos a provocar...", disse. Ela também mencionou o crescimento da organização, que hoje gerencia mais de 15 projetos, incluindo pesquisas e a execução de políticas públicas, além de ter presença em conselhos nacionais.

O encontro reafirmou o papel da Iniciativa Negra como um espaço vital de articulação política e cultural. A celebração não só revisitou a trajetória de dez anos da instituição, mas também projetou um futuro de mais luta e conquistas, fortalecendo a pauta racial e de direitos humanos no país.

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