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Brasil reduz drasticamente transmissão de HIV de mãe para filho

Ministro Alexandre Padilha explicou dados do governo entregues à Organização Mundial da Saúde

William Falcão, Eduardo Dias e Redação
Por William Falcão, Eduardo Dias e Redação
O documento foi entregue na terça-feira, 3 de junho, durante a abertura do XV Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis
O documento foi entregue na terça-feira, 3 de junho, durante a abertura do XV Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis - Foto: Walterson Rosa/MS

O Brasil conseguiu reduzir, nos últimos dois anos, as taxas de transmissão do vírus HIV de mãe para filho – conhecida como transmissão vertical – e também os casos de infecção em crianças. A redução foi constatada a partir de um relatório entregue pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), em 2023, apontando que a taxa de transmissão ficou abaixo de 2%, e a incidência da doença em crianças foi menor que 0,5 caso para cada mil nascidos vivos.

O documento foi entregue na terça-feira, 3 de junho, durante a abertura do XV Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST), XI Congresso Brasileiro de Aids e VI Congresso Latino-Americano de IST/HIV/Aids, no Rio de Janeiro (RJ). Ele simboliza os avanços do Brasil no controle da transmissão vertical do HIV – transmitida de mãe para bebê durante a gestação, parto e/ou amamentação.

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Nesta quinta, em visita a Salvador para ampliar o SAMU na Bahia e anunciar que a pasta levará ações itinerantes ao Nordeste do país, Padilha detalhou ao Portal A TARDE o dado que o governo alcançou.

É um marco histórico. Pude entregar para a Organização Mundial da Saúde o relatório que prova que o Brasil eliminou a chamada transmissão do HIV da gestante para o bebê. E com isso o Brasil passa a ser o maior país do mundo a ter eliminado essa transmissão e o primeiro no continente sul-americano. Nenhum país do nosso tamanho chegou a esse feito. É uma conquista de uma política pública, que apesar de ser atacada, onde já tivemos um presidente que dizia que o SUS não não deveria dar medicamentos para quem vive com HIV, mas graças a Deus nós acabamos com isso e retomamos as ações nesses dois anos

Alexandre Padilha - ministro da Saúde

"Aumentamos a oferta de medicamentos para HIV. Aumentamos em 135% a pessoa poder tomar medicamentos para evitar a infecção. E com isso o Brasil pode alcançar essa marca histórica. É o SUS, que elemina essa transmissão e entrega para a população hospitais e melhor qualidade possível de atendimentos e equipamentos", disse.

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Políticas públicas eficazes

De acordo com o Ministério, o resultado só foi possível graças as ações das políticas públicas eficazes de governo, construídas e desenvolvidas em conjunto com os governos estaduais e municipais, e em parceria com a sociedade civil, trabalhadores da saúde, cientistas, sociedades de classe e instituições envolvidas com a pauta.

O SUS, por exemplo, oferta ampla cobertura de testagem e tratamento universal, em conjunto com as demais medidas de cuidado e prevenção indicadas nos protocolos clínicos.

Mais certificações

O pedido de certificação da redução do HIV faz parte das entregas do programa Brasil Saudável, iniciativa do Governo Federal para eliminação e redução de 14 doenças determinadas socialmente, como a tuberculose, tipos virais de Hepatite, Doença de Chagas e Tracoma, entre outras.

Com o Brasil Saudável, o país se torna o primeiro do mundo a lançar uma política governamental para eliminar ou reduzir as 14 doenças e infecções socialmente determinadas, se alinhando às metas da Organização das Nações Unidas (ONU), estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, e aos esforços da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para a eliminação de doenças nas Américas.

Segundo o governo, com os investimentos e ações do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade por Aids no Brasil foi de 3,9 óbitos em 2023 – a menor desde 2013. Além disso, em 2023 e 2024, o Brasil registrou mais de 95% de cobertura de pelo menos uma consulta de pré-natal, de testagem de HIV em gestantes durante o pré-natal e de tratamento de gestantes vivendo com HIV e/ou Aids.

Para auxiliar estados e municípios, o Brasil fortaleceu estratégias de prevenção do HIV, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que em 2025 atingiu o marco de 184.619 usuários. Distribuída gratuitamente no SUS, a PrEP é uma estratégia essencial na prevenção da infecção pelo HIV, além de ser considerada pelo Ministério da Saúde uma das principais iniciativas para a eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030.

Na linha de cuidado materno-infantil para a prevenção da transmissão vertical e a promoção da saúde de gestantes, o Ministério da Saúde expandiu a cobertura das testagens, com a implementação e distribuição de testes rápidos do tipo duo para HIV e sífilis; ele detecta simultaneamente as infecções. A recomendação prioritária é para a testagem de gestantes durante o pré-natal.

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Alexandre Padilha HIV Ministério da Saúde prevenção sus

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