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Bahia pode ficar sem combustível devido a guerra no Irã

Segundo Sindicato, postos no Rio Grande do Sul já sofrem com problema

Yuri Abreu
Por
| Atualizada em
Guerra no Irã já provoca desabastecimento nos postos de combustíveis
Guerra no Irã já provoca desabastecimento nos postos de combustíveis - Foto: José Cruz | Agência Brasil

A Bahia pode ficar sem combustível devido à guerra no Irã. Os efeitos do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã têm ampliado seus efeitos na economia como um todo. Além do aumento no preço dos produtos, que já vem pesando no bolso do consumidor, os empresários donos de postos também vêm sentindo as consequências do que ocorre no Oriente Médio.

No Rio Grande do Sul, 142 prefeituras — quase 30% dos municípios do estado — já relataram dificuldades para conseguir óleo diesel para realizar as suas atividades. No estado, a escassez tem a ver, principalmente, com a dinâmica da demanda da agropecuária.

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“Prefeitos estão precisando priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de maquinário começam a ser suspensas em razão da escassez de combustível", informou, através de nota, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

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Conforme a entidade, a preocupação também se estende aos próximos dias. "Caso o cenário persista, há risco de impacto em outras áreas sensíveis”, completa.

Com a disparada das cotações do petróleo [preços do diesel importado], especialistas apontam que a restrição de oferta do combustível atinge primeiramente as empresas que fazem compras no mercado à vista — elas não têm contratos de fornecimento de longo prazo com as distribuidoras, com garantia de entrega do produto.

Risco para a Bahia?

Aqui na Bahia, a possibilidade de falta de produtos nos postos ainda é distante, mas é considerada, diante do aumento de preços e do período de extensão da guerra.

"Nós temos vários problemas. Diretamente para o posto, você tem diminuição no abastecimento pelo acréscimo, pelo incremento no valor dos produtos. Nós temos um segundo problema, que é o aumento no capital de giro, então muita gente pode ficar sem esse recurso para comprar o produto", afirmou Glauco Mendes, presidente do Sindicato dos donos de Postos de Combustíveis da Bahia (Sindcombustíveis).

"Nós não sabemos se é a distribuidora que não tem um produto ou se é o dono do posto que está sem o capital de giro para rodar seu comércio, que isso é muito impactante. O problema atinge a todos. Nós não temos prazo. Enquanto tiver a guerra, maior é o risco. Se a guerra demorar, poderíamos ter, sim, problema de falta de produto no mercado", acrescenta o dirigente.

Glauco Mendes, presidente do Sindicato dos donos de Postos de Combustíveis da Bahia (Sindcombustíveis)
Glauco Mendes, presidente do Sindicato dos donos de Postos de Combustíveis da Bahia (Sindcombustíveis) - Foto: Yuri Abreu / Ag. A TARDE

ICMS no etanol

Com preços já ultrapassando a casa dos R$ 5,20, o preço do etanol poderia sofrer um reajuste, a partir de hoje, após o governo do Estado publicar, em dezembro uma portaria que eleva o preço do ICMS sobre o combustível — a medida estava prevista para valer a partir desta terça-feira, 24.

No entanto, um acordo entre a gestão estadual e o sindicato fez com que a medida fosse postergada. Se entrasse em vigor hoje, o preço do litro do etanol poderia ser elevado em até R$ 0,50.

"O governador, muito sensível à causa, justamente em decorrência dessa problemática mundial da guerra, suspendeu a vigência da Portaria. A alíquota ia passar de 12% para 22%, um aumento, um incremento de 10% na líquida do ICMS", afirmou Glauco Mendes.

"O papel nosso, quanto menor o produto tiver, a precificação tiver lá na ponta, na placa, mais o consumidor vai utilizar desse produto e o posto agradece", acrescenta o dirigente.

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