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INSATISFAÇÃO

Ausência de Motta e Alcolumbre em evento expõe tensão com governo Lula

Líderes do Congresso Nacional não compareceram na cerimônia de sanção da lei da isenção do IR

Anderson Ramos
Por
Motta e Alcolumbre estão insatisfeitos com o governo Lula.
Motta e Alcolumbre estão insatisfeitos com o governo Lula. - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

As ausências dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na cerimônia de sanção da lei da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil não passaram despercebidas.

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As faltas dos líderes do Congresso Nacional expuseram um momento de tensão na relação com o governo Lula, mas a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que o caminho do governo é trabalhar “pelo distensionamento e pelo diálogo”.

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A chefe da articulação política ainda afirmou que Motta e Alcolumbre avisaram que não iriam ao ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

“Já esperávamos as ausências. Tinham nos comunicado que não viriam. Temos de trabalhar pelo distensionamento e pelo diálogo. É o que vamos fazer”, disse a ministra ao O Globo.

Insatisfação

A assessoria de Motta informou que o deputado cumpriria "agenda interna” e não participaria do evento. O presidente da Câmara foi bastante criticado por integrantes do governo Lula por ter escolhido o secretário de Segurança Pública de São Paulo licenciado, Guilherme Derrite (PP-SP), como relator do Projeto de Lei Antifacção. As alterações feitas por ele desagradou a equipe de Lula.

Nesta semana, Motta rompeu com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ), alegando que o parlamentar se exalta nas discussões e busca desgastar a imagem da Câmara junto à opinião pública.

Já a ausência de Alcolumbre ocorreu no auge do atrito com o governo devido à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do STF deixada por Luís Roberto Barroso. Esta escolha contrariou o presidente da Casa e levou ao rompimento com o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA).

Alcolumbre considera que o Planalto atropelou a articulação política e reagiu colocando em votação uma “pauta-bomba”: aprovou um projeto que estabelece aposentadoria integral e paritária para agentes comunitários de saúde (ACSs) e agentes de combate às endemias (ACEs). O governo estima um impacto de R$ 100 bilhões em dez anos.

O senador sinalizou também que não atuará para proteger o governo na disputa do PL Antifacção e ainda marcou a sabatina de Messias na CCJ para 10 de dezembro, em um intervalo curto que pode dificultar o giro político do indicado entre os senadores.

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Davi Alcolumbre governo Lula hugo motta tensão política

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