POLÍTICA
Antes de deixar cargos, ministros de Lula aceleram entregas pelo país
Ministros intensificam agendas em redutos eleitorais antes do prazo de desincompatibilização

À medida que se aproxima o prazo eleitoral, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificaram a presença em seus redutos políticos, priorizando agendas públicas, inaugurações e anúncios federais. O movimento ocorre às vésperas do limite legal para desincompatibilização, marcado para 4 de abril, quando ministros que pretendem disputar as eleições precisam deixar seus cargos.
A expectativa é que cerca de 18 chefes de pastas deixem a Esplanada para concorrer a vagas no Legislativo ou em cargos do Executivo. Nesse contexto, boa parte das agendas foi direcionada a estados estratégicos para esses auxiliares.
Na Bahia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ampliou sua presença em eventos ligados ao Novo PAC. Desde a última semana, ele passou por cidades como Itabuna e Salvador e deve seguir cumprindo compromissos no estado até o início de abril. A previsão é que seu último ato no cargo ocorra em um evento ao lado de Lula, na capital baiana. Ex-governador por dois mandatos, ele se prepara para disputar uma vaga no Senado.
Em São Paulo, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, também intensificou deslocamentos. Pré-candidato a deputado federal, ele realiza uma série de visitas a municípios paulistas, com foco no “fortalecimento da agricultura familiar, além da participação em eventos relacionados ao setor”.
Já o ministro do Esporte, André Fufuca, iniciou uma “maratona” de entregas de equipamentos esportivos, com passagens pelo Norte e Nordeste. No Maranhão, seu principal reduto, esteve em cidades como Chapadinha e Timon.
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No Pará, o ministro das Cidades, Jader Filho, concentrou esforços em ações do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Em Santarém, participou da entrega simultânea de 2,2 mil moradias e recebeu elogios do presidente, que reforçou a necessidade de garantir o “máximo de casa” possíveis antes do fim do mandato. Na sequência, ele ainda cumpriu agenda em Bragança, Augusto Corrêa, São João de Pirabas, Altamira e Tomé-Açu.
Outros ministros também reforçaram presença em seus estados de origem, como Gleisi Hoffmann, no Paraná, Renan Filho, em Alagoas, e Waldez Góes, no Amapá.
Troca no primeiro escalão
A saída desses ministros segue o que determina a legislação eleitoral, que obriga o afastamento de cargos públicos seis meses antes do pleito, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Com isso, o governo deve promover uma substituição interna, priorizando nomes técnicos das próprias pastas para manter o ritmo das entregas.
Reorganização no Planalto
A transição será formalizada já na próxima semana. O presidente convocou uma reunião no Palácio do Planalto, na terça-feira, 31, com os ministros que deixam seus cargos e seus sucessores.
O encontro tem como objetivo organizar a “passagem de bastão”, além de alinhar os resultados já alcançados e as metas previstas até o fim do atual mandato presidencial.
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