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OPERAÇÃO ARTEMIS

Veja como vivia o líder de facção preso com esposa na Bolívia

Investigações revelam que imóvel de luxo, avaliado em R$ 6 milhões, em Santa Cruz de La Sierra era usado para lavagem de dinheiro

Jair Mendonça Jr
Por
| Atualizada em
Avaliada em 1,2 milhão de dólares, casa está localizada em uma das áreas mais nobres de Santa Cruz de La Sierra
Avaliada em 1,2 milhão de dólares, casa está localizada em uma das áreas mais nobres de Santa Cruz de La Sierra -

A captura do líder de uma facção criminosa baiana na madrugada deste domingo, 10, na Bolívia, trouxe à tona o luxo ostentado pelo crime organizado fora das fronteiras brasileiras.

O investigado e sua esposa viviam em uma mansão avaliada em US$ 1,2 milhão de dólares (cerca de R$ 6 milhões de reais) no bairro de Equipetrol, uma das áreas mais nobres de Santa Cruz de La Sierra.

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O imóvel agora está na mira das autoridades brasileiras. Em diálogo com a Justiça boliviana, as Forças de Segurança da Bahia vão buscar o sequestro do bem, como forma de descapitalizar a organização que atua em Salvador — com base no bairro do Engenho Velho da Federação — e em outros três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.

O papel da esposa e a lavagem de dinheiro

Esposa de Kékeu, traficante do Engenho Velho da Federação
Esposa de Kékeu, traficante do Engenho Velho da Federação | Foto: Divulgação SSP

Segundo as investigações da Operação Artemis, a esposa do líder desempenhava um papel central na organização. Ela é apontada como a responsável pela movimentação financeira e pelo complexo esquema de lavagem de dinheiro da facção.

O casal chegou a passar pela capital, La Paz, antes de se fixar no reduto de luxo em Santa Cruz, onde mantinham uma rotina de alto padrão para passar despercebidos.

Logística do crime

Momento da prisão do traficando
Momento da prisão do traficando | Foto: Divulgação

O líder é apontado pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) como o coordenador do envio de armas e drogas que abastecem grupos criminosos no Sul e Sudoeste do estado, além da capital baiana.

A prisão foi uma ação integrada entre a Polícia Federal, Polícia Civil (Draco), FICCO Bahia e a polícia boliviana (FELCN).

Os dois criminosos seguem sob guarda da Interpol e o processo de extradição para o Brasil já foi iniciado.

"Não temos fronteiras para combater o crime organizado", destacou o secretário Marcelo Werner, reforçando que o foco agora é o sufocamento patrimonial da facção.

Divulgação SSP

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