OPERAÇÃO VENTO NORTE
Operação que bloqueou quase R$ 4 mi teve CV como alvo na Bahia
Diligências são realizadas nos municípios de Eunápolis, Guaratinga e Itagimirim

Uma organização criminosa com atuação na região sul da Bahia é alvo da Operação Vento Norte, deflagrada nesta quarta-feira, 8, pela Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e o Gaeco (Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais). Sete suspeitos foram presos duarante a ação.
De acordo com informações obtidas pelo portal A TARDE, a operação teve como alvo o grupo Primeiro Comando de Eunápolis, ligado à facção Comando Vermelho (CV) na Bahia. Segundo apuração feita pela reportagem, entre os presos está o presidente da Câmara de Vereadores de Guarantinga, Paulo Chiclete (PSD), apontado como integrante de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas.
A ação cumpre medidas judiciais de prisão e de busca e apreensão, expedidas pelo Poder Judiciário da Comarca de Belmonte, além do bloqueio de R$ 3,8 milhões em ativos financeiros, distribuídos em 26 contas bancárias vinculadas aos investigados.
Os 12 mandados de prisão e oito de busca e apreensão foram cumpridos. Foram sete prisões temporárias realizadas nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nos bairros Centro e Novo Horizonte, em Guaratinga.
Outros cinco mandados de prisão foram cumpridos no sistema prisional, sendo dois no estado do Espírito Santo, um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um na Bahia, onde os investigados já se encontravam custodiados.
Segundo o delegado Evy Paternosto, diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior Sul (DIRPIN/Sul), a operação representa um avanço significativo no enfrentamento à criminalidade organizada na região.
“As investigações permitiram identificar o modo de atuação do grupo e alcançar alvos relevantes da estrutura criminosa. As diligências continuam para aprofundar a apuração, identificar outros envolvidos e fortalecer a responsabilização penal de todos os integrantes”, destacou.
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Atuação da organização
Segundo as apurações do MP-BA, a organização criminosa tem atuação estruturada e interestadual, com divisão de funções e hierarquia definida, voltada, principalmente, aos crimes de tráfico de drogas e lavagem de capitais, além de indícios de envolvimento em crimes violentos.
Fintechs investigada
As investigações apontam que o grupo criminoso se utilizava de fintechs para realizar a lavagem de dinheiro, por meio das quais eram movimentadas cifras milionárias, advindas de operações de tráfico de drogas em vários estados. Em apenas uma das fintechs investigadas, foi identificada uma movimentação superior a R$ 20 milhões.
De acordo com a Polícia Civil, cerca de 70 policiais civis da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis) participam da operação.
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