Busca interna do iBahia
HOME > POLÍCIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

DECISÃ JUDICIAL

Militares são condenados por furto de picanha, contrafilé e alcatra

Prejuízo foi estimado em R$ 22.328,82

Leilane Teixeira

Por Leilane Teixeira

23/02/2026 - 16:52 h

Siga o A TARDE no Google

Google icon
Imagem ilustrativa da imagem Militares são condenados por furto de picanha, contrafilé e alcatra
-

Um aspirante da Infantaria do Exército e um cabo foram condenados à reclusão por furtarem 36 caixas de carnes nobres do quartel onde atuavam, no Rio de Janeiro. O caso ocorreu no 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola), e o prejuízo foi estimado em R$ 22.328,82.

O crime aconteceu em 13 de janeiro de 2019. Foram desviadas:

Tudo sobre Polícia em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.
  • 10 caixas de picanha;
  • 23 de contrafilé;
  • 3 de alcatra.

Em julgamento realizado no dia 12 de fevereiro de 2026, o Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou as apelações apresentadas pelas defesas e manteve as condenações. O aspirante recebeu pena de cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime semiaberto. Já o cabo foi condenado a três anos de reclusão, em regime aberto.

Leia Também:

Investigações

Segundo as investigações, o aspirante, que estava de serviço como Oficial de Dia — responsável pela guarnição armada — utilizou a função para acessar a câmara frigorífica durante a noite, quando há menor circulação de militares. As carnes foram colocadas nos veículos dos dois acusados.

A denúncia aponta que um soldado foi coagido a participar da ação e a dirigir um dos carros, sob ameaça de ser incluído na chamada “rota”, o que implicaria seu desligamento do serviço militar. As caixas foram levadas para um depósito de bebidas na comunidade da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, onde o aspirante morava.

No dia seguinte, de acordo com os autos, os dois reuniram soldados e tentaram convencê-los a mentir durante as investigações, orientando que afirmassem não ter visto nada além de dois carros estacionados no pelotão de transporte. Também teriam sugerido que a culpa fosse atribuída a um sargento e a outro cabo.

Durante a reunião, um dos soldados gravou a conversa e entregou o áudio a um sargento, o que reforçou as provas do processo.

Prisão preventiva

Em agosto de 2019, o Ministério Público Militar pediu a prisão preventiva dos acusados, alegando risco de novas coações e afronta aos princípios de hierarquia e disciplina.

Em fevereiro de 2025, o Conselho Permanente de Justiça da Justiça Militar da União no Rio de Janeiro condenou os réus por peculato-furto. As defesas recorreram, alegando insuficiência de provas e questionando a dosimetria da pena, mas o STM manteve integralmente a decisão.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

Crime militar exército Justiça Militar Peculato-furto Rio de Janeiro STM

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Torcedor do O’Higgins flagrado em ato racista vai seguir preso na Bahia

Play

Torcedor chileno preso por racismo tem audiência de custódia marcada

Play

Furto de bandeira expõe tensão entre Israel e Palestina em praia da Bahia

Play

VÍDEO: Partida de futebol é interrompida a tiros após morte de narcotraficante

x