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Greve: policiais penais ameaçam parar sistema penitenciário federal

Mobilização deve afetar presídios de segurança máxima e reduzir atendimentos à metade

Luan Julião
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Sem acordo com o governo, policiais penais ampliam pressão por investimentos e valorização
Sem acordo com o governo, policiais penais ampliam pressão por investimentos e valorização -

A partir da próxima segunda-feira, 6, o sistema penitenciário federal pode sofrer impactos diretos com a decisão dos policiais penais federais de entrar em estado de greve. A medida foi definida de forma unânime em assembleia realizada nesta semana e acendeu o alerta sobre o funcionamento de unidades de segurança máxima em todo o país.

Serviços reduzidos nas unidades

Com a mobilização, a categoria pretende interromper todas as atividades consideradas não essenciais e reduzir pela metade parte dos serviços indispensáveis. Na prática, o funcionamento das unidades deve se limitar ao básico, incluindo alimentação dos detentos, banho de sol, visitas controladas e atendimentos médicos apenas em situações emergenciais.

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A decisão ocorre em meio à insatisfação com a falta de avanços por parte do governo federal na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc). A proposta é vista pelos policiais como fundamental para ampliar investimentos em estrutura, reforçar a segurança e garantir valorização profissional.

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O presidente da Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF), Gentil Silva, criticou a condução do processo e afirmou: “A ausência de convite às entidades de classe da Polícia Penal Federal e da Polícia Rodoviária Federal, evidencia diferenciação no tratamento para com às forças policiais que lutam diariamente contra o crime organizado em suas respectivas esferas de atribuição”.

Impasse com o governo

Internamente, o cenário é de crescente insatisfação. Integrantes da categoria apontam que a exclusão inicial das discussões sobre o fundo foi encarada como um sinal de desvalorização dentro das forças de segurança pública. Uma reunião recente no Ministério da Justiça, que contou com representantes dos policiais penais, terminou sem consenso, ampliando a pressão por uma resposta rápida do governo.

Responsáveis pela custódia de detentos considerados de alta periculosidade, incluindo lideranças de organizações criminosas, os policiais penais federais reforçam que não aceitarão tratamento desigual em relação a outras forças. As entidades representativas defendem participação ativa nas estratégias nacionais de enfrentamento ao crime organizado.

Até o momento, o governo federal não apresentou uma solução concreta para encerrar o impasse.

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