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Entenda como foi montada equipe para investigar Binho Galinha

Em entrevista ao portal A TARDE, coordenador do Gaeco detalhou operação que investiga fraudes e combate ao crime organizado

Bernardo Rego
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Deputado Binho Galinha foi alvo da Operação Estado Anômico
Deputado Binho Galinha foi alvo da Operação Estado Anômico - Foto: Divulgação | Alba

Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 1º, a Operação Estado Anômico cujo objetivo é investigar a atuação de uma organização criminosa envolvida em crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico.

Um dos alvos da operação é o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, que teria que cumprir medidas cautelares, mas continuou na liderança do grupo criminoso utilizando empresas de fachada e “laranjas” para movimentar recursos.

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O coordenador do Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MPBA), o promotor Luiz Neto deu detalhes de como funcionou a montagem da equipe para investigar a milícia por meio da Operação El Patrón. Ele falou sobre o assunto no 2° dia do Congresso Baiano de Segurança Pública e Prevenção que aconteceu em Salvador.

"Quando a gente fala de combate a milícias, o primeiro ponto é ter em mente que a milícia também é um problema na Bahia que deve ser encarado. O Gaeco, dentro dessa seara, identificou que existia um universo criminoso e paralelo aos milicianos envolvendo jogo do bicho, extorsão, desmanche de carro, receptação dolosa, homicídio, entre outros crimes. A partir de então, veio um alinhamento inédito na Bahia: a junção do Gaeco, da Superintendência da Polícia Federal, da Receita Federal, a Secretaria de Segurança Pública. Fizemos pela primeira vez, formalizado e documentado, com base normativa, uma operação com essas quatro instituições: a Operação Él Patrón, que surgiu justamente para investigar mais a fundo a presença de milicianos e crimes desta natureza. Porque entendemos que o combate à milícia não é apenas uma proposta velha que compramos, mas um realidade que precisa de forças", disse.

"A gente não vai conseguir vencer milícias apenas com armas. A princípio, a milícia é muito mais assustadora e ameaçadora para a sociedade do que até mesmo uma facção. Porque a milícia tem uma característica de aproximação endógena com o poder público, com o poder político. Ela tem viés político que se aproxima do poder público, então é uma engenharia criminosa muito mais difícil", acrescentou.

Na primeira fase da operação, em dezembro de 2023, foram expedidos dez mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, bloqueio de mais de R$ 200 milhões das contas bancárias dos investigados, sequestro de 26 propriedades urbanas e rurais, além da suspensão de atividades econômicas de seis empresas.

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Sobre a El Patrón

Na primeira fase da operação, em dezembro de 2023, foram expedidos dez mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, bloqueio de mais de R$ 200 milhões das contas bancárias dos investigados, sequestro de 26 propriedades urbanas e rurais, além da suspensão de atividades econômicas de seis empresas.

Três policiais militares também figuram entre os investigados: Jackson Macedo Araújo Júnior, Josenilson Souza da Conceição e Roque de Jesus Carvalho foram denunciados. Os PMs foram transferidos para presídio federal.

Os agentes seriam o ‘braço armado’ da organização: eles ficavam responsáveis pelas cobranças, mediante violência e grave ameaça, de valores arrecadados pelo jogo do bicho e empréstimos a juros excessivos – crime de agiotagem, segundo as investigações.

A investigação teve início após a Receita Federal identificar movimentações financeiras atípicas em contas dos suspeitos – os relatórios apontaram “bens móveis e imóveis não declarados e indícios de lavagem de dinheiro”.

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