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Saiba quem são 2 mortos e 20 presos por envolvimento em 15 homicídios na Bahia
Houve cumprimento de medidas judiciais também no Rio de Janeiro e Santa Catarina


Dois suspeitos morreram e 16 foram presos, na manhã desta terça-feira, 16, durante a Operação Gênesis, deflagada pela Polícia Civil da Bahia. A ação visa desarticular um grupo envolvido em, pelo menos, 15 homicídios ocorridos entre 2025 e 2026, relacionados à disputa pelo controle do tráfico de drogas em Salvador, com atuação predominante nos bairros de Águas Claras e Cajazeiras V.
Além da Bahia, houve cumprimento de medidas judiciais no Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Na Bahia, os alvos foram alcançados em Salvador (Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana), Lauro de Freitas e Retirolândia. Além disso, houve cumprimento de medidas judiciais no Rio de Janeiro (Nova Iguaçu e Macaé) e Santa Catarina (Camboriú e Itapema).
Um relatório parcial de resultados, obtivo com exclusividade pelo portal A TARDE, revela os 18 alvos prioritários alcançados. Os mortos não resistiram após confronto com as forças de segurança durante o cumprimento das medidas judiciais,
Veja lista de suspeitos alcançados na Operação Gênesis
- Elton Costa Bonfim, vulgo “Cote” (custodiado – Salvador/BA)
- Matheus Santos Souza, vulgo “Poze” (custodiado – Salvador/BA)
- Rafael Santos Cruz, vulgo “CZ” (custodiado – Salvador/BA)
- Douglas de Jesus Araújo, vulgo “Dodô” (custodiado – Santa Catarina)
- José Carlos Guia Ferreira, vulgo “Branco Neném” (custodiado – Santa Catarina)
- Hebert Micael Reis Santos, vulgo “Tony”
- Sidnei Santana Souza
- Rogério de Andrade Gonçalves, vulgo “Deli” (resistência à intervenção policial – Retirolândia/BA)
- Rafael Sérgio Andrade de Araújo
- Luanderson Cerqueira Borges, vulgo “Bigrock”
- Ricardo Costa dos Santos
- Phillipe Vilela dos Santos, vulgo “Rato” (Santa Catarina)
- Rodrigo Santos da Silva
- Fabio Vinicius Dantas Souza (Santa Catarina)
- Hevini Costa Cardoso, vulgo “Sorvete”
- Rodrigo Ventura dos Santos, vulgo “Menor” (resistência à intervenção policial – Santa Catarina)
- Jupinair da Silva Gomes, vulgo “Bira”
- Reinaldo Santos Santiago, vulgo “Casinha” (Rio de Janeiro)
A Operação Gênesis permanece em andamento, com equipes realizando diligências complementares para cumprimento de mandados remanescentes, buscas e apreensões, além da consolidação do material probatório arrecadado.
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Como agia o grupo?
A organização possui atuação estruturada e elevado grau de violência, segundo investigações. As apurações indicam que os homicídios investigados não se tratam de fatos isolados, mas integram uma estratégia criminosa voltada à disputa pelo controle do tráfico de drogas na região.
O grupo utilizava armamento de alto poder ofensivo, monitoramento permanente das forças de segurança e execuções sistemáticas de integrantes de grupos rivais e de pessoas apontadas como opositoras aos interesses da organização.
A ação teve como foco a desarticulação de lideranças, gerentes financeiros e executores da organização criminosa, buscando interromper o ciclo de violência armada que afeta comunidades baianas e consolidar elementos de autoria relacionados às execuções atribuídas ao grupo.
Segundo o secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, houve o cumprimento de cerca de 30 mandados de busca apreensão, onde foram colhidos, além de drogas de armas, documentos que demonstram a lavagem de dinheiro pela organização criminosa.
Em entrevista coletiva, o titular da pasta reforça que as facções "não têm fronteiras", devido aos frequentes casos de associação dos grupos criminosos da Bahia com outros pertencentes à região Nordeste e ao eixo Sul-Sudeste.
"Da mesma forma, a gente percebe a fuga desses criminosos para outros estados da federação, onde lá passam primeiro a lavar o seu dinheiro oriundo de ilícitos, e passam também a fazer a administração, a gerência, inclusive, a ordenando mortes ou crimes no nosso estado", pontuou Werner.
Detalhes da Operação Gênesis
A Operação Gênesis resulta das investigações iniciadas a partir da Operação Saigon, deflagrada em 2023 contra o mesmo grupo criminoso. A atual fase incorpora elementos probatórios compartilhados judicialmente, além de novas provas produzidas ao longo de cerca de dois anos de investigações conduzidas pela Polícia Civil da Bahia.
A operação mobilizou 80 equipes e mais de 300 policiais, configurando uma das maiores ações integradas de enfrentamento ao crime organizado realizadas pelo DHPP nos últimos anos.
A operação é coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e conta com o apoio dos Departamentos de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), de Polícia Metropolitana (DEPOM), de Inteligência Policial (DIP), de Polícia do Interior (DEPIN), Especializado de Investigações Criminais (DEIC), de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) e de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), além da Coordenação de Polícia Interestadual (POLINTER) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE).
A ação também contou com o apoio da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP/BA), por meio da Superintendência de Inteligência (SI), além das Polícias Civis dos estados do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Mais informações serão divulgadas após a consolidação dos resultados da operação.


