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OPERAÇÃO LETAL

Corpo de baiano morto em operação no Rio de Janeiro chega à Bahia

Homem tinha extensa ficha criminal, com passagens por roubo, tráfico e homicídio

Andrêzza Moura
Por
Corpo de Tarcisio chegou em Ilhéus na manhã desta segunda-feira, 3
Corpo de Tarcisio chegou em Ilhéus na manhã desta segunda-feira, 3 -

O corpo de Tarcísio da Silva Carvalho, 30 anos, chegou em Ilhéus, no Sul do estado, na manhã desta segunda-feira, 3, após ser identificado entre os mortos na megaoperação policial realizada, na última terça-feira, 28 de outubro, nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.

Ele está entre os 12 baianos mortos na ação considerada a mais letal da história do país, que deixou 121 óbitos, entre suspeitos e policiais. O corpo chegou ao Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, em voo comercial, e o sepultamento estava previsto para ocorrer ainda nesta segunda-feira, também em Ilhéus, onde ele tem familiares. Não há detalhes sobre o enterro.

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Natural de Uruçuca, Tarcísio possuía extensa ficha criminal, com passagens por roubo, tráfico e homicídio. Segundo informações, ele atuava em Arataca, Uruçuca, Ilhéus e Buerarema, cidades do sul da Bahia. Informações dão conta de que, nos últimos anos, ele havia migrado para o Sudeste do país, mas precisamente para o Rio de Janeiro, onde mantinha ligações com facções criminosas que operavam entre os dois estados.

Operação

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro (SSP/RJ), a operação, deflagrada no último dia 28, teve como objetivo desarticular lideranças do tráfico de drogas da facção Comando Vermelho (CV) com atuação interestadual.

A ação resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais, dezenas de presos e apreensão de armas. A SSP/ RJ revelou que entre os suspeitos mortos, 43 tinham mandados de prisão em aberto. Além disso, o órgão informou que 97 dos alvos tinham histórico criminal relevante e que, entre os 17 que não possuíam antecedentes, 12 apresentavam indícios de envolvimento com o tráfico.

A polícia afirmou ainda que postagens em redes sociais evidenciam a ligação dessas pessoas com o crime organizado. O número de mortos nesta operação superou o do massacre do Carandiru, em São Paulo, em 1992, quando 111 detentos perderam a vida.

Entre os suspeitos mortos, 62 eram de outros estados: 19 do Pará, 12 da Bahia, 9 do Amazonas, 9 de Goiás, 4 do Ceará, 3 do Espírito Santo, 2 da Paraíba, e 1 de cada um dos seguintes estados: Maranhão, Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal.

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12 baianos mortos na operação

Entre os baianos identificados, além de Tarcísio, estão:

  • Bruno Almeida de Oliveira, vulgo “Boquita”, de Guaratinga - tráfico e posse ilegal de armas; mandados em Eunápolis.
  • Welington Santos de Jesus, vulgo “WL”, 21 anos, do Extremo Sul - executor do CV em Eunápolis, investigado por homicídios e conexões com o Espírito Santo.
  • Rubens Lourenço dos Santos, “Binho Zoião” ou “BZO”, de Ibirataia - chefão do CV no Extremo Sul, envolvido em fuga de presos e atentados.
  • Jônatas Ferreira Santos, “Grande” ou “Visão”, do Extremo Sul - liderança do CV no tráfico em Eunápolis e região.
  • Emerson Pereira Solidade, “Pity”, do Extremo Sul - responsável pelo abastecimento de drogas e armas entre Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
  • William dos Santos Barbosa, de Feira de Santana - histórico de homicídio e porte de drogas.
  • Diogo Garcez Santos Silva, “DG”, de Feira de Santana - liderança do CV baiano no Rio.
  • Ricardo Aquino dos Santos, de Feira de Santana - envolvimento em organização criminosa e homicídios.
  • Luiz Carlos de Jesus Andrade, “Zóio” ou “Escobar”, de Feira de Santana - mandados até 2044 por homicídio, tráfico e porte ilegal de armas.
  • Danilo Ferreira do Amor de Divino, “Mazola”, de Feira de Santana.
  • Fábio Francisco Santana Sales, “FB”, de Feira de Santana.
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Bahia crime organizado megaoperação policial Rio de Janeiro Tarcísio da Silva Carvalho tráfico de drogas

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