POLÍCIA
Caso Thamiris: vizinho suspeito de atrair jovem para morte é solto
Suspeito apontado como peça-chave no crime deixou a prisão antes de completar 30 dias detido

A soltura de um dos principais investigados pela morte da adolescente Thamiris Pereira, de 14 anos, voltou a provocar indignação e reacendeu a repercussão do caso em Salvador. Apontado como peça-chave nas investigações, Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Rodrigo farinha”, deixou a prisão no sábado, 18, menos de um mês após ser detido por suspeita de participação no crime.
Desaparecimento e buscas
O caso teve início no dia 12 de março, quando a adolescente desapareceu após sair da escola, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. Ela não retornou para casa, no Jardim das Margaridas, e passou a ser procurada por familiares, amigos e voluntários. No mesmo dia, a mochila da jovem foi encontrada com todos os materiais escolares, mas o celular não foi localizado.
As buscas se estenderam por uma semana, até que, no dia 19 de março, um corpo foi localizado em um terreno baldio, na região do Cassange, em Salvador. Próximo ao local, estavam a farda, o sapato e o relógio usados pela adolescente no dia do desaparecimento. Devido ao estado do corpo, a identificação só foi confirmada posteriormente por meio de exames do Departamento de Polícia Técnica (DPT-BA).
Investigação e suspeitos
Durante as investigações, a Polícia Civil passou a apontar a participação de três suspeitos. Entre eles, Rodrigo “Farinha”, vizinho da vítima, que, segundo a apuração, teria atraído a adolescente até o local onde o crime ocorreu. Ele chegou a integrar grupos de busca formados por moradores durante o período em que Thamiris estava desaparecida.
Outro investigado, Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos, já estava preso desde fevereiro por violência doméstica e é suspeito de ter ordenado o assassinato de dentro do Complexo Penitenciário da Mata Escura. A motivação, conforme a linha investigativa, seria uma suposta vingança, após a crença de que a adolescente teria denunciado o crime à polícia, fato que não foi confirmado.

O terceiro envolvido, Leandro de Jesus Ferreira, irmão de Davi, foi capturado no dia 27 de março, no município de Lamarão, após fugir. Ele é apontado como liderança do tráfico em Itinga e teria participado diretamente da execução, seguindo ordens do irmão.

Dinâmica do crime
As investigações indicam que Thamiris foi levada a um ponto previamente combinado após sair da escola. No local, teria sido submetida a uma espécie de julgamento informal antes de ser morta, em uma prática semelhante ao chamado “tribunal do crime”.
Na época, Em entrevista ao portal A TARDE, o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, relatou que o crime pode ter sido motivado por vingança. “A principal linha de investigação da polícia aponta que Thamiris foi morta por um indivíduo ou por pessoas ligadas a um rapaz preso no dia 20 de fevereiro. Ele foi detido por violência doméstica e acredita que a adolescente teria acionado a Polícia Militar para denunciá-lo”, afirmou.
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Ainda segundo o delegado, a jovem teria sido atraída até um ponto específico após sair da escola. “Por esse motivo, Tamires teria sido chamada para uma conversa pelo grupo, que, segundo as investigações, possui ligação com o tráfico de drogas na localidade. A orientação era que, ao sair da escola, ela passasse pelo local para conversar. Imagens e relatos indicam que a jovem chegou a desviar o caminho de casa e seguiu até o ponto indicado”, explicou.
No local, os suspeitos teriam submetido a adolescente a uma espécie de interrogatório. “O grupo teria verificado o celular da vítima e realizado uma espécie de interrogatório. Após analisarem o conteúdo, os suspeitos interpretaram que ela teria envolvimento na denúncia que levou à prisão do homem e decidiram matá-la”, disse Damasceno.
Relembre o caso
A adolescente Thamiris Pereira, de 14 anos, desapareceu no dia 12 de março após sair da escola, em Itinga, e não retornar para casa, no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador. No mesmo dia, a mochila dela foi encontrada com os materiais escolares, mas o celular não foi localizado.
Após uma semana de buscas, o corpo foi encontrado no dia 19 de março, em um terreno baldio na região do Cassange. Próximo ao local estavam roupas e objetos pessoais da jovem. A identificação foi confirmada posteriormente por exames periciais.
As investigações da Polícia Civil apontam que a adolescente foi atraída até o local e morta após ser submetida a uma espécie de “tribunal do crime”. Três homens foram identificados como suspeitos de participação, incluindo um vizinho da vítima e um homem que já estava preso, apontado como responsável por ordenar o assassinato. O caso segue sob investigação.
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