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Caso Thaila: suspeito de matar adolescente na Bahia é preso no RJ

A vítima está desaparecida desde novembro de 2025, mas mesmo sem o corpo localizado, a polícia concluiu o caso como "homicídio"

Luiza Nascimento
Por
Thaila Lima da Cruz
Thaila Lima da Cruz - Foto: Reprodução

Quase seis meses após o desaparecimento de Thaila Lima da Cruz, de 17 anos, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o principal suspeito foi preso. O homem, de 25 anos, apontado como ex-namorado da vítima, foi localizado nesta quarta-feira, 21, no município de Macaé, no Rio de Janeiro.

A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, durante operação conduzida pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), com apoio da PC-RJ e investigações conduzidas pela 20ª Delegacia Territorial (DT/Candeias).

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Segundo as apurações policiais, a adolescente saiu de casa para encontrar com o investigado em 28 de novembro de 2025 e nunca mais foi vista. Familiares registraram o desaparecimento no dia seguinte, dando início às buscas, mas até então, o corpo não foi localizado.

De acordo com os levantamentos policiais, o suspeito fugiu para o estado do Rio de Janeiro após o suposto homicídio. Durante a prisão, foram apreendidos dois aparelhos celulares, sendo um da adolescente e outro do investigado.

As diligências seguem em andamento. O material apreendido será submetido à análise pericial, que poderá auxiliar no esclarecimento das circunstâncias do crime e na localização do corpo da adolescente.

Ilustrativa
Ilustrativa - Foto: Imagem Ilustrativa: Divulgação / Ascom-PCBA

Mesmo sem corpo, caso foi concluído como homícidio

O inquérito que investiga o desaparecimento de Thaila da Lima Cruz foi concluído, mesmo sem o corpo da garota ter sido encontrado, e encaminhado ao Poder Judiciário no dia 2 de abril.

A Polícia Civil acredita que a adolescente foi morta e teve seu corpo ocultado. Conforme indica o delegado Marcos Laranjeira, responsável pelo caso, os crimes de homicídio e ocultação de cadáver foram evidenciados a partir dos elementos coletados durante as apurações.

“Tendo como base diversas diligências, provas materiais, digitais e depoimentos, bem como amparo em jurisprudência, é possível afirmar que houve os crimes mencionados e a definição da autoria. Agora é questão de tempo para alcançar o investigado”, detalhou.

A principal linha de investigação para a motivação do crime seria um possível envolvimento da vítima com integrantes de grupos criminosos rivais da região.

Mesmo com a conclusão do inquérito policial, a polícia segue em diligências para localizar o corpo da vítima. Informações podem ser repassadas de forma anônima ao Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), por meio do telefone 181.

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Relembre o desaparecimento

Thaila saiu de casa no dia 28 de novembro de 2025 e embarcou em um carro por aplicativo em direção a Candeias e foi vista pela última vez, já na cidade. Câmeras de segurança registraram ela descendo do veículo por, volta das 20h06, sendo recebida por um homem, que segundo investigações, é conhecido na região pelo apelido de China.

Mensagem para amiga

Em mensagens enviadas a amigas pouco antes do desaparecimento, Thaila descreveu estar perdida em uma área de mata.

“Deu red! kkk, tô em um lugar que nem sei onde é, estou perdida”.

Na linguagem jovem, “deu red” significa que algo deu errado. Logo após manter contato, as redes sociais dela foram desativadas e seu número de telefone cancelado.

Quebra de sigilo

No dia 12 de dezembro, China esteve na Delegacia de São Francisco do Conde, foi ouvido e liberado. Já no dia 18, a Polícia Civil solicitou a quebra do sigilo telefônico da jovem, a fim de identificar novos contatos e possíveis envolvidos no desaparecimento.

Mãe revela que filha pediu Pix

Na semana do desaparecimento, a mãe da jovem, Íris da Silva Lima, 32 anos, prestou depoimento na Delegacia Territorial de São Francisco do Conde, também na RMS. Segundo o delegado Ítalo Mello, titular da unidade policial, a mulher contou que na última vez que manteve contato com a filha, a jovem pediu transferência de um valor em dinheiro.

"A última comunicação que ela fez com a mãe, foi pedido um pix. Mãe, me manda um pix, mãe, me manda um pix. Aí ela [a mãe] perguntou: 'minha filha, que pix?' 'Ela [Thaila] disse: 'mãe, me manda um pix'. Pronto. Foi o único contato que ela fez com a mãe e foi pedindo um pix", revelou o delegado.

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Bahia Caso Thaila Rio de Janeiro

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