Busca interna do iBahia
HOME > OPINIÃO

EDITORIAL

Tesouro desprezado

Confira o Editorial do Jornal A TARDE desta terça-feira, 27

Editorial
Por Editorial
Imagem ilustrativa da imagem Tesouro desprezado
Foto: Shirley Stolze / Ag. A Tarde

A implementação urgente de políticas públicas voltadas para preservar imóveis tombados pode reduzir o efeito da falta de compromisso dos proprietários, devido ao desprezo gerado por dificuldade financeira ou falta de consciência.

Apesar da riqueza histórica e cultural expressa nos casarões centenários, é preciso fomentar maior percepção dos ganhos para o turismo e a economia, caso as preciosidades fossem cuidadas; ao contrário, há quem aprecie os escombros.

Tudo sobre Opinião em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Das 5 mil unidades registradas no Livro Tombo de Salvador, distribuídas em seis conjuntos arquitetônicos, 407 estão ameaçadas de ruir, em demonstração inequívoca de negligência de seus donos, a quem caberia proteger a memória.

Os servidores do Iphan e do Ipac têm sua atenção voltada para as análises, no sentido de propor o tombamento, no entanto, não se verifica, no desempenho das instituições, ações de vigiar e punir com mais rigor a fim de evitar o pior.

Exceto uma ou outra multa e notificação, ficam impunes os cidadãos em flagrante perfeito por nada contribuírem a fim de manter esta linha do tempo viva, levando em conta construir o futuro somente se conhecemos o passado.

Dois exemplos recentes do apagamento da memória são o Colón, em Salvador, e o Colombo, em Cachoeira, cidade-heroica do Recôncavo, ambos tratados a menor, apesar de suas paredes terem escrito páginas gloriosas.

Segundo apurou reportagem de A TARDE, um próximo candidato a desaparecer é o Solar Bandeira, na Soledade, pois o escoramento precário pode não sustentar por mais tempo a joia da segunda metade do século XVIII.

Projeto desenvolvido pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) ao menos tem feito o trabalho de sinalizar os riscos, embora o número possa produzir desalento: de 2.829, apenas 170 se encontram em situação razoável de conservação.

O contexto reflete o comportamento da cidadania baiana, junto aos problemas de gestão pública, apontando para a tendência de a quadricentenária Salvador perder grande parte de seu admirável tesouro arquitetônico nos próximos anos.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

economia imóveis tombados patrimônio cultural Patrimônio Histórico políticas públicas preservação Turismo

Relacionadas

Mais lidas