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Soberania e democracia

Além de democracia, o ato defende soberania. A data cívica ganha força em razão do contínuo desmonte da ordem mundial

Redação
Por Redação
Imagem ilustrativa da imagem Soberania e democracia
Foto: © Marcelo Camargo | Agência Brasil

Dia 8 de janeiro, hoje: não podemos deixar de relembrar essa data, esquecer jamais! As duas principais bandeiras são as da democracia e da soberania. O tônus da democracia mostrou-se rijo na derrota da Intentona Golpista de 2023. O país preservou as instituições agredidas por quem se deixou cegar pelos maus.

Pagam pelos erros na cadeia, seguidores e coordenadores, o principal deles restando cumprir cerca de 10 mil dias da pena de 27 anos e 3 meses na cela. Servirá tão bem o ato cívico para denúncia do absurdo verificado no PL urdido pelo Congresso com o objetivo de reduzir o tempo de recolha dos condenados.

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O eufemismo da dosimetria é incompatível com o clamor por punição exemplar. Os periculosos queriam matar o presidente, seu vice e Alexandre de Moraes. Parte irrazoável dos congressistas age como coiteira neste cangaço político, protegendo quem organizou o ataque contra a pátria que tanto dizem amar.

Além de democracia, o ato defende soberania. A data cívica ganha força em razão do contínuo desmonte da ordem mundial instituída depois da Segunda Guerra. Lula já havia vetado a entrada da Venezuela nos BRICS, além de não reconhecer a eleição de Nicolás Maduro.

Mas ninguém são pode aplaudir o bombardeio do país soberano, como alegram-se os raivosos, torcendo – pasme – para o Brasil entrar no radar ianque. Não é apenas pelo ataque à Venezuela: as declarações de Donald Trump voltam a dilatar fronteiras, reativando o Imperialismo Clássico.

As caravelas são substituídas por aeronaves e porta-aviões superdotados de ogivas, em arsenal guiado pela Agência Central de Inteligência, a CIA. A resposta a este control + C ao século XVI implica escrever a palavra soberania, sublinhada e em bold, no hipotético texto coletivo assinado pela cidadania.

Os movimentos sociais celebram junto aos representantes da República no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. O ato serve para dar o flagrante perfeito de quem está do lado oposto ao povo brasileiro, presente à praça para celebrar a independência dos três poderes.

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democracia Intentona Golpista movimentos sociais ordem mundial punição exemplar soberania

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