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EDITORIAL

Os corsários das infovias

Confira o Editorial do Jornal A TARDE

Editorial
Por Editorial
Imagem ilustrativa da imagem Os corsários das infovias
Foto: Olga Leiria / Ag. A TARDE

À medida do avanço da inclusão digital, com a oferta de aparelhos de celular e similares, aumenta pari passu a quantidade dos bandoleiros de internet, alcançando o número de 400 mil golpes e fraudes na Bahia de janeiro a maio.

Na hipótese da tentativa de construir um gráfico, o desenho de setas poderia apontar proporção inversa, a do bom convívio virtual em curva descendente enquanto o vetor referente à malandragem cibernética cresce na vertical.

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Estabelecimentos bancários, operadoras de cartão e prestadores de serviço cumprem as metas de capturar clientes, mas a falta de segurança torna os consumidores, reféns da criatividade dos ligeiros salteadores das infovias.

As fraudes, urdidas em meticulosos arquivos de imagem e texto, podem iludir mesmo as mais atentas usuárias das redes, como foi o caso da jornalista e educadora Carla Aragão, ao pagar um boleto falso, em infeliz transferência.

Apesar das campanhas de alerta, tomando como certo o pressuposto de o golpista não avisar tratar-se de engodo, mesmo grandes empresas, como Shein, Mercado Livre e Amazon, não têm como oferecer meios de proteção.

A figura do “hacker”, se um dia foi fundamental para o desenvolvimento do ciberespaço, hoje está mais próxima da de um corsário, exceto pelo fato de não usarem o pano preto com a caveira, ao contrário, agem na surdina.

A armadilha mais comum, tramada pelos criminosos, é criarem um “link” (ponto de acesso eletrônico) para receberem os recursos, quando as vítimas não verificam com acuidade a “URL” – sigla indicativa de um “endereço” visitado.

Dados compilados pela Serasa Experian, companhia especializada em levantamento de negócios e endividados, indica média de 1.200 furtos por dia, embora o número possa ser maior, pois o cálculo impreciso é feito por indução.

O contexto pede velocidade dos pesquisadores especializados nos novos padrões de relacionamento, a fim de favorecer os “flagrantes”, no entanto, os gangsters da web têm a seu favor a habilidade em gerar emboscadas a cada dia.

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Tags

cibercrime fraudes online golpes na internet Inclusão digital proteção ao consumidor segurança digital

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