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O remédio brasileiro

Confira o editorial do jornal A TARDE desta sexta-feira, 27

Redação
Por Redação
A fabricação pelo laboratório brasileiro impõe o reconhecimento do trabalho dos gestores públicos ao firmarem acordo com uma farmacêutica estadunidense
A fabricação pelo laboratório brasileiro impõe o reconhecimento do trabalho dos gestores públicos ao firmarem acordo com uma farmacêutica estadunidense - Foto: Divulgação/Butantan

Trata-se de excelente notícia a produção, pelo Instituto Butantan, de medicamento capaz de reduzir custo de tratamento contra o câncer. Não só pelo viés econômico, também merece aplausos a ação dos cientistas devido ao aumento das chances de terapia para quem enfrenta a doença.

Seria modesto um mero registro deste grande feito, tomando-se como verdadeira uma condicional irrefutável: não há felicidade sem a saúde. Não bastasse a suficiência destas justificativas, há a projeção social de tamanho êxito: o Sistema Único de Saúde vai distribuir o remédio para o povo.

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A fabricação pelo laboratório brasileiro impõe o reconhecimento do trabalho dos gestores públicos ao firmarem acordo com uma farmacêutica estadunidense. Não é difícil entender por que o pembrolizumabe pode interromper o sofrimento de quem padece: a droga estimula o sistema imunológico a combater o tumor.

O despertar dos exércitos protetores do organismo reativa a luta contra as células cancerígenas e o resultado pode ser a vitória da vida humana. É preciso também dar valor ao fato de o organismo reduzir os danos, quando se coteja o efeito da quimioterapia tradicional e seus terríveis mal-estares.

Os múltiplos desdobramentos do remédio permitem projeções de seu uso para frear o avanço da doença em outros órgãos, espalhando esperança. Já se está realizando exames, seguindo o trâmite, para verificar a validade no tratamento de cânceres no colo do útero, esôfago, mama e pulmão.

Tão logo seja autorizado, um maior número de pacientes terá fortes razões para acreditar na conquista de mais tempo para viver, a rigor, a única riqueza. Acompanhando, pari passu, todas as etapas para incorporar o medicamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, festeja a parceria com os EUA.

O sucesso produz a sensação de acerto na escolha deste método no sentido de estimular descobertas e o incentivo ao valor da solidariedade. Em ambiente caracterizado pelo compromisso em salvar as pessoas, é possível, sim, acreditar que a humanidade tem jeito.

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instituto butantan saúde pública sistema único de saúde

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