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EDITORIAL

Mulheres ao ataque

Confira o Editorial do Jornal A TARDE

Editorial
Por Editorial
Imagem ilustrativa da imagem Mulheres ao ataque
Foto: © Ricardo Stuckert / CBF

O crescimento do futebol de mulheres no Brasil avança com a recuperação do interesse do público e do mercado, ao perceberem, em sintonia, o quanto têm agradado a qualidade e o brio das “craques”.

Salvador tem sido um dos polos desta retomada, obtendo como presente de contrapartida o amistoso contra a Jamaica, país querido por baianas e baianos, amantes do gênero musical criado em Kingston - o reggae.

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O confronto é preparatório para os Jogos Olímpicos de Paris, despontando o escrete verde-amarelo como forte candidato a medalha, com boas chances de trazer o ouro.

Uma conquista com esta estatura vai fazer justiça à Seleção pela qual a Rainha Marta é admirada mundialmente, em premiações seguidas, como melhor do planeta feminino da bola.

O destaque concedido pela CBF, ao programar o jogo, serve de agradecimento pelas revelações baianas, desde a época da falta de material esportivo, quando as titulares vestiam camisas dos homens quando a eles já não serviam.

Vale destacar o acerto do investimento para reinventar o estádio da Fonte Nova, servindo o formato "arena" para atração de espetáculos de relevo desde o Mundial "macho" realizado no ano de 2014.

A procura pelos ingressos faz lembrar ter sido a praça esportiva palco de jogos para 30 mil pagantes nos anos 1980 quando o campeonato baiano reunia clubes como o Bahiano de Helena Nova, o Flamengo de Feira e o Galícia.

Não se pode deixar de mencionar, neste momento inspirador de equidade, a bela história do São Francisco - representante do município do Recôncavo -, ranqueado entre as melhores equipes nacionais.

A capital baiana será uma das sedes da Copa do Mundo de 2027, em nova etapa de expansão do perfil mais próximo da beleza e da arte, em contraste com os brutos conflitos masculinos, robotizados pela canina obediência tática.

Enquanto eles chutam pela linha de fundo, as "mina" têm mostrado, no improviso e na espontaneidade, um talento escondido durante décadas de proibição das nossas amazonas, agora em fase de incentivo.

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Tags

Copa do Mundo de 2027 equidade de gênero no esporte estádio da Fonte Nova futebol feminino Jogos Olímpicos de Paris Seleção Brasileira feminina

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