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FOLIA CLÁSSICA

Osba faz 'saideira' do Carnaval com show gratuito no Pelourinho

Maestro Carlos Prazeres prepara adeus ao Carnaval 2026

Júlio Cesar Borges*
Por Júlio Cesar Borges*
Osba ocupa Concha Acústica e Pelourinho para fechar temporada carnavalesca
Osba ocupa Concha Acústica e Pelourinho para fechar temporada carnavalesca - Foto: Taylla de Paula | Divulgação

Neste final de semana, às 19h, a Orquestra Sinfônica da Bahia realiza a oitava edição do Baile Concerto – A Saideira, projeto que marca o encerramento do Carnaval em Salvador.

Sob regência e direção musical do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes, a programação começa neste sábadom 21, com uma apresentação gratuita no Largo do Pelourinho, e segue no domingo, 22, com novo concerto na Concha Acústica do Teatro Castro Alves.

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Criado em 2018, o Baile Concerto se consolidou como um dos projetos mais aguardados da temporada da Osba, justamente por aproximar a música sinfônica das manifestações populares da Bahia.

Para Carlos Prazeres, esse reconhecimento do público está ligado à forma como o concerto traduz a identidade cultural do estado.

“O Baile Concerto virou um verdadeiro fenômeno porque traduz a identidade baiana de forma muito particular, unindo a força da música sinfônica à vibração do Carnaval. As pessoas se veem nessa proposta, que aproxima o erudito do popular e torna a Osba mais presente no cotidiano. Some-se a isso o charme da experiência: dançar ao som de uma orquestra é algo que encanta e conquista”, afirma o maestro.

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Responsável pela direção artística desta edição do Baile Concerto, o músico e compositor Manno Góes conta que a apresentação presta homenagem ao samba, que celebra 110 anos e é a base da música e da dança brasileiras. Com raízes africanas, o gênero sustenta os diversos ritmos presentes no Carnaval soteropolitano.

“A partir do samba, celebramos todos os ritmos e vertentes que constroem o carnaval de Salvador: samba-reggae, axé music, ijexá, frevo, pagodão, reggae, os blocos afro, a música das ruas. Tudo isso tendo como palco esses espaços fundamentais para a música baiana, a Concha Acústica e o Largo do Pelourinho, grandes símbolos e cenários de todo esse movimento”, comenta Góes.

Recortes específicos

No palco, a Osba divide a cena com artistas de diferentes gerações e trajetórias, formando um encontro que traduz a diversidade sonora do Carnaval soteropolitano.

Integram o elenco: Alinne Rosa, Cortejo Afro, Illy, Larissa Luz, Nelson Rufino, Robson Morais e Serginho, do Adão Negro, além das participações de Edcity, e Zeca Veloso.

Segundo Manno Góes, cada convidado apresenta um recorte específico do que compõe a festa na cidade. “Alinne Rosa traz a energia do trio elétrico, do pop baiano e do axé music; o Cortejo Afro vem com a força ancestral, estética e percussiva dos blocos afro e do Pelourinho; Edcity chega com a força do pagodão baiano; Illy apresenta uma nova voz da Bahia, entre o urbano, o samba e o contemporâneo; Larissa Luz agrega com sua potência afro, política, cênica e vocal; Nelson Rufino, baiano da gema, representa o nosso samba de raiz; Robson Morais canta o axé romântico e popular dos sucessos da eterna Banda Mel; Serginho do Adão Negro está presente porque o reggae baiano também é Carnaval; além de Zeca Veloso, que faz esse elo entre tradição e juventude”, afirma.

Para Carlos Prazeres, o Baile Concerto também expressa uma visão mais ampla sobre o papel da música sinfônica na cidade.

“Encaro esse diálogo como algo orgânico e indispensável. Salvador respira música o tempo inteiro, com uma cena rica e pulsante, e a Osba precisa estar inserida nesse contexto. Não há razão para se colocar à parte quando a cidade é tão musical. Essa aproximação evidencia que a música sinfônica é dinâmica, aberta e capaz de transitar por diferentes universos sem perder sua identidade. A orquestra, afinal, deve refletir a sociedade da qual faz parte, e não se posicionar como uma instância acima dela”, reivindica.

Ao longo das edições anteriores, o Baile Concerto já homenageou marcos como os aniversários do axé music e do trio elétrico, além de celebrar artistas fundamentais para o repertório carnavalesco brasileiro, a exemplo de Chico Buarque, Gal Costa e Moraes Moreira, bem como edições dedicadas à próprio axé music, com participação de Margareth Menezes.

Programação

A agenda do Baile Concerto – A Saideira começa no sábado com apresentação da Osba, sob regência do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes.

No palco, a orquestra divide a cena com Alinne Rosa, Cortejo Afro, Illy, Larissa Luz, Nelson Rufino, Robson Morais e Serginho, do Adão Negro, além da participação especial de Edcity.

No segundo dia, a programação segue na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, com destaque para a participação especial de Zeca Veloso.

Sobre a Osba

Criada em 30 de setembro de 1982, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) é um corpo artístico do Teatro Castro Alves que teve seu processo de publicização consolidado em abril de 2017.

Desde então, a Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA) – entidade sem fins lucrativos qualificada como Organização Social (OS) – realiza a gestão da OSBA, que permanece como corpo artístico público, sendo mantida com recursos diretos do Governo do Estado da Bahia, através de sua Secretaria de Cultura (SecultBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

BAILE CONCERTO DA OSBA - A SAIDEIRA / Sábado (21), 19h / Largo do Pelourinho / Gratuito / Domingo (22), 18h / Concha Acústica do Teatro Castro Alves / R$ 80 e R$ 40 / Venda: Sympla e bilheteria do TCA

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.

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Baile Concerto Carlos Prazeres Carnaval Salvador cultura baiana Música Popular Brasileira Orquestra Sinfônica da Bahia

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