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Trump se manifesta após morte do Papa Francisco: “Descanse em paz”

Presidente dos EUA mantinha relação tensa com o pontificado de Francisco

Lula Bonfim
Por Lula Bonfim
Encontro de Trump e Francisco em 2017; Papa não sorriu para foto
Encontro de Trump e Francisco em 2017; Papa não sorriu para foto - Foto: Evan Vucci | Pool | AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou na manhã desta segunda-feira, 21, sobre a morte do Papa Francisco. Em mensagem curta na sua plataforma Truth Social, o líder norte-americano se solidarizou com os católicos.

"Descanse em paz, papa Francisco! Que Deus o abençoe e a todos que o amavam”, publicou Trump.

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A relação entre os dois era conturbada. Em 2016, o Papa criticou a proposta de Trump, então candidato à presidência dos EUA pela primeira vez, de construir um muro na fronteira com o México.

"Quem pensa apenas em construir muros, onde quer que estejam, e não em construir pontes, não é cristão", declarou o Papa Francisco na oportunidade.

“É vergonhoso que um líder religioso questione a fé de uma pessoa", respondeu Trump.

Em 2017, já como presidente em seu primeiro mandato, Trump viajou ao Vaticano e se encontrou oficialmente com o Papa Francisco, resultando em uma conversa amistosa.

"Ele é incrível. Tivemos um encontro fantástico”, disse Trump na época.

Deportados

Em fevereiro, já no atual mandato de Trump, o Papa Francisco, mais uma vez, fez uma rara repreensão pública a políticas de Estado. Em uma carta pública aos bispos católicos dos EUA, o Pontífice descreveu o programa de deportações em massa como uma "grande crise".

"O ato de deportar pessoas que, em muitos casos, deixaram suas terras por motivos de extrema pobreza, insegurança, exploração, perseguição ou grave deterioração do meio ambiente, fere a dignidade de muitos homens e mulheres, e de famílias inteiras, e os coloca em um estado de particular vulnerabilidade e indefesa", escreveu o Papa.

Para aplacar as discordâncias, o governo americano mandou para um encontro com o Papa, neste domingo, 20, seu vice-presidente, J. D. Vance, que é católico. Foi a última reunião oficial de Francisco com um representante de Estado antes de morrer.

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