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TENSÃO

Trump dá ultimato de 48 horas ao Irã sob ameaça de "inferno militar"

Conflito que já dura meses deixa rastro de civis mortos

Rodrigo Tardio
Por
Trump sinalizou que não vai aceitar qualquer sucessão interna que não passe pelo crivo de Washington.
Trump sinalizou que não vai aceitar qualquer sucessão interna que não passe pelo crivo de Washington. - Foto: Doug Milss l The New York Times

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou as redes sociais, para enviar o que parece ser o aviso final ao regime de Teerã. Em tom beligerante, o republicano estabeleceu um prazo de 48 horas para que o Irã interrompa o bloqueio ao Estreito de Ormuz— a principal artéria do comércio global de energia — sob pena de uma escalada militar sem precedentes.

“O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o Inferno desabar sobre eles. Glória a DEUS!”, escreveu o mandatário.

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A mensagem eleva a temperatura de um conflito que começou em 28 de fevereiro, após uma incursão coordenada entre forças americanas e israelenses contra alvos estratégicos na capital iraniana.

Escalada regional

Desde o início das hostilidades, o cenário é de devastação. O governo dos EUA afirma ter neutralizado sistemas de defesa aérea e infraestrutura militar de ponta em solo iraniano. Em contrapartida, o regime dos aiatolás respondeu com ataques a ativos ocidentais em países aliados, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes, Jordânia e Iraque.

No campo humanitário, os números são alarmantes. Dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) indicam que mais de 1.750 civis iranianos perderam a vida. Do lado aliado, a Casa Branca confirmou o óbito de pelo menos 13 militares americanos.

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Fator Líbano

A guerra também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, braço armado apoiado por Teerã, intensificou ataques contra Israel após a morte de Ali Khamenei, resultando em pesadas incursões aéreas israelenses em território libanês.

Paralelamente, Trump sinalizou que não vai aceitar qualquer sucessão interna que não passe pelo crivo de Washington.

Ele classificou a possível ascensão de Mojtaba Khamenei como "inaceitável", indicando que os EUA pretendem moldar o futuro político da região após o eventual fim do conflito.

Estreito de Ormuz

O ponto crítico da crise é um braço de mar de apenas 33 km de largura em seu ponto mais estreito. Por ele passa cerca de 20% do consumo mundial de petróleo.

O bloqueio parcial imposto pelo conflito já gera instabilidade nos preços internacionais e ameaça o abastecimento global.

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