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Novo surto de vírus na China acende alerta global e lembra pandemia

Mais de 7 mil casos foram registrados em Guangdong

Isabela Cardoso
Por
3D render of virus cells attacking a DNA strand
3D render of virus cells attacking a DNA strand - Foto: Reprodução | Freepik

Nos últimos meses, autoridades de saúde chinesas intensificaram o monitoramento diante do aumento expressivo de casos de chikungunya na província de Guangdong. Desde julho, mais de sete mil pessoas foram contaminadas, o que obrigou algumas cidades a adotar medidas rigorosas, em ações que remetem aos protocolos usados durante a pandemia de Covid-19.

O município de Foshan é o mais afetado pelo surto. Na região, pacientes confirmados permanecem internados em hospitais, com os leitos protegidos por mosquiteiros. Eles só podem deixar as unidades após apresentarem resultado negativo nos exames ou depois de completarem sete dias de tratamento.

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Nova crise preocupa autoridades

Além de Foshan, ao menos outras doze cidades da província já registraram infecções, somando quase três mil novos casos apenas na última semana.

A possibilidade de propagação para fora do território chinês ficou evidente em Hong Kong, após um garoto de 12 anos manifestar sintomas da doença ao retornar de viagem à área afetada.

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Medidas emergenciais contra o surto

Na tentativa de frear a expansão, as autoridades ampliaram as ações de combate ao mosquito transmissor. A população foi mobilizada para eliminar focos de água parada em ambientes domésticos e públicos.

Entre as medidas estão a introdução de peixes que consomem larvas, a liberação de mosquitos modificados para reduzir a reprodução da espécie transmissora, o uso de drones no monitoramento de criadouros e, em algumas localidades, restrições temporárias a viajantes vindos das áreas mais atingidas.

Sintomas e riscos da chikungunya

O vírus é transmitido apenas pela picada de mosquitos infectados. Os principais sintomas incluem febre alta, dores articulares intensas, fadiga e erupções cutâneas. Embora raramente seja fatal, pode causar sequelas prolongadas, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Não há transmissão direta entre indivíduos, mas a mobilidade de viajantes aumenta o risco de disseminação internacional. Países com voos diretos da China já reforçam protocolos de vigilância e prevenção.

Prevenção é fundamental

Identificada em 1952, na Tanzânia, a chikungunya já foi registrada em mais de 110 países. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de prevenção é eliminar locais com água acumulada que favoreçam a reprodução do mosquito vetor.

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chikungunya china pandemia

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