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Guerra em Gaza deve durar ao menos até o fim do ano, diz Israel

Na terça-feira, 28, tanques israelenses foram vistos pela primeira vez em uma área central de Rafah

Da Redação
Por Da Redação
Moradores de Rafah disseram que os tanques avançaram para Tel Al-Sultan, no oeste de Rafah, Yibna e perto de Shaboura, no centro
Moradores de Rafah disseram que os tanques avançaram para Tel Al-Sultan, no oeste de Rafah, Yibna e perto de Shaboura, no centro - Foto: Jack Guez/AFP

Israel admitiu, nesta quarta-feira, 29, que a guerra travada contra ao grupo terrorista Hamas provavelmente continuará até o fim do ano. O conselheiro de segurança nacional do país, Tzachi Hanegbi, disse que, desde os primeiros dias de apresentação dos planos ao gabinete, já se previa que o conflito seria longo.

"É tudo construído de forma escalonada, com o ano de 2024 definido como um ano de combate. Estamos agora no quinto mês de 2024, o que significa que esperamos mais sete meses de combate para aprofundar as nossas conquistas e atingir o nosso objetivo de destruir capacidades militares e governamentais do Hamas e do Jihad Islâmico", declarou em uma entrevista a uma rádio israelense.

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Na terça-feira, 28, tanques israelenses foram vistos pela primeira vez em uma área central de Rafah, a despeito de uma determinação da Corte Internacional de Justiça para interromper a ofensiva na cidade, antes disso considerada o único refúgio para civis.

Moradores de Rafah disseram que os tanques avançaram para Tel Al-Sultan, no oeste de Rafah, Yibna e perto de Shaboura, no centro, antes de recuar em direção ao corredor Filadélfia, uma zona de segurança na fronteira entre Gaza e o Egito.

"Recebemos chamadas de socorro de moradores em Tel Al-Sultan, onde drones atacaram cidadãos deslocados enquanto se moviam de áreas onde estavam alojados em direção a áreas seguras", disse o vice-diretor dos serviços de ambulância e emergência em Rafah, Haitham al Hams.

O conselheiro Hanegbi afirmou que "as Forças de Defesa de Israel agora controlam 75% do corredor Filadélfia, e acredito que estarão no controle de tudo em pouco tempo". "Juntamente com os egípcios, devemos garantir que o contrabando de armas seja impedido", disse ele à emissora pública de Israel.

Na terça-feira, o governo de Joe Biden disse que está monitorando a investigação sobre um ataque aéreo israelense que deixou 45 mortos em uma área humanitária de Rafah e causou condenação de vários países. O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, chamou o episódio de "erro trágico".

Um novo bombardeio contra uma zona humanitária de Rafah na terça-feira, 28, deixou 21 mortos, de acordo com autoridades de saúde da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. Desta vez, Tel Aviv negou a autoria do ataque.

Serviços de emergência de Gaza disseram que quatro projéteis disparados por tanques atingiram tendas de deslocados internos em Al-Mawasi, uma área que tinha sido definida como segura e para onde Israel disse que palestinos deveriam fugir antes de uma invasão de Rafah.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1 milhão de pessoas já deixaram a cidade, para onde a grande maioria da população da Faixa de Gaza havia fugido desde o início do conflito. O deslocamento agrava a crise humanitária no território, onde a maior parte da população convive com a insegurança alimentar.

A Argélia informou que vai levar ao Conselho de Segurança da ONU, do qual é membro rotativo até 2025, uma resolução pedindo que "a matança em Rafah pare", de acordo com o embaixador do país no órgão, Amar Bendjama.

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