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EM VISITA À HUNGRIA

Bolsonaro chama premiê húngaro de 'irmão' e usa slogan fascista

Para o presidente, há uma proximidade ideológica entre o Brasil e a Hungria

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Bolsonaro defendeu sua política ambiental
Bolsonaro defendeu sua política ambiental - Foto: Attila Kisbendedek | AFP

Em visita à Hungria, o presidente Jair Bolsonaro (PL) saudou seu homólogo húngaro, o premiê conservador Viktor Orbán, o chamou de "meu irmão dadas as afinidades" e disse que ambos os países "comungam de quatro palavras: Deus, Pátria, Família e Liberdade", um slogan fascista que era utilizado pelo grupo Ação Integralista Brasileira (AIB).

"Acredito na Hungria. Acredito no prezado Orbán, a quem eu trato praticamente como um irmão dada as afinidades que nós temos na defesa dos nossos povos e na integração dos mesmos", disse Bolsonaro.

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O presidente disse haver uma proximidade ideológica entre o Brasil e a Hungria pois, segundo ele, os dois países seriam representantes de valores como Deus e família.

"Considero seu país o nosso pequeno grande irmão. Pequeno se levarmos em conta as nossas diferenças nas respectivas extensões territoriais e grande pelos valores que nós representamos que podem ser resumidos em quatro palavras: Deus, Pátria, Família e Liberdade", continuou.

Bolsonaro defendeu sua política ambiental, criticada mundialmente pelo desmonte das estruturas de preservação do meio ambiente e de ataques contínuos às florestas, sua fauna e flora.

"Eu tive a oportunidade de falar pra ele o que representa a Amazônia para o Brasil e para o mundo e, muitas vezes, as informações sobre essa região chegam pra fora do Brasil de forma bastante distorcida. Como se nós fôssemos os grandes vilões no que se leva em conta a preservação da floresta e a sua destruição. Coisa que não existe", disse Bolsonaro.

O primeiro-ministro húngaro enfrentará duras eleições em abril, e seu time tem tentado atrair líderes do mesmo diapasão ideológico para tentar magnetizar seu eleitorado mais raiz —não muito diferente das ações de Bolsonaro quando adota discursos radicais.

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Bolsonaro fascismo hungria Viktor Orbán

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