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JUSTIÇA

Anestesista que envenenou 30 pacientes é condenado à prisão perpétua

O objetivo dele era "abalar psicologicamente" os colegas de profissão

Redação
Por Redação
Péchier trabalhava em duas clínicas na cidade de Besançon
Péchier trabalhava em duas clínicas na cidade de Besançon -

O anestesista Frédéric Péchier, 53 anos, foi condenado pela Justiça Francesa à prisão perpétua após ser acusado de envenenar 30 pacientes em uma suposta tentativa de culpabilizar e abalar psicologicamente os colegas de trabalho.

Péchier trabalhava em duas clínicas na cidade de Besançon (leste da França). Dos 30 pacientes, 12 morreram. Segundo o Ministério Público, ele contaminava as bolsas de infusão com potássio, anestésicos locais, adrenalina e até heparina, para provocar parada cardíaca ou hemorragias em pacientes atendidos por colegas.

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O objetivo dele era "abalar psicologicamente" os profissionais de saúde com quem estava em conflito e "alimentar sua sede de poder".

A vítima mais jovem, de quatro anos, sobreviveu a duas paradas cardíacas durante uma cirurgia das amígdalas em 2016. A mais idosa tinha 89 anos. Doze pacientes não conseguiram resistir.

Condenação

"Você será preso imediatamente", declarou a presidente do tribunal de Besançon, Delphine Thibierge, ao acusado, que compareceu em liberdade durante mais de três meses de julgamento e ouviu a sentença sem expressar qualquer emoção.

A família do anestesista, que sempre o apoiou, estava presente no tribunal. Após o anúncio dos primeiros veredictos de culpa, suas filhas, chorando, deixaram o local.

O tribunal seguiu o parecer do Ministério Público, que havia solicitado a pena de prisão perpétua para Péchier, apontado como "um dos maiores criminosos da história por ter utilizado a medicina para matar".

A Justiça também impôs um período de 22 anos durante o qual ele não poderá solicitar a liberdade condicional. Os advogados do anestesista anunciaram que pretendem apresentar recurso contra a sentença.

Péchier sempre clamou inocência. Durante sua última declaração, na segunda-feira, ele reiterou: "Não sou um envenenador".

*Com informações da AFP

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Anestesista condenação justiça mundo Prisão perpétua

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