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CADERNO IMOBILIÁRIO

Paisagismo agrega valor aos imóveis

O verde, além de beleza, traz sensação de bem-estar e conexão com a natureza

Joana Oliveira
Por Joana Oliveira
Wander Alcântara: paisagismo valoriza imóveis
Wander Alcântara: paisagismo valoriza imóveis - Foto: Divulgação

Além de beleza, sensação de bem-estar e conexão com a natureza. Essa é a proposta do paisagismo num mundo cada vez mais urbanizado e, ao mesmo tempo, mais preocupado com a sustentabilidade. Especialistas explicam que projetos paisagísticos bem elaborados exercem um impacto significativo na preservação ambiental ao incluir espécies nativas, implementar sistemas de captação e reutilização de água da chuva e oferecer soluções para o tratamento de águas residuais. Além disso, áreas verdes contribuem para a redução da poluição do ar e combatem as ilhas de calor, fenômeno comum em ambientes urbanos, e servem de barreiras naturais contra o ruído. Por esses e outros fatores, o paisagismo tem sido cada vez mais visto como uma maneira de valorizar os imóveis.

"Quando você tem uma área sobrando no seu quintal, investir em paisagismo durante a reforma da casa pode aumentar significativamente seu valor no mercado imobiliário. Essa estratégia é essencial para quem planeja vender a propriedade no futuro, pois um jardim bem projetado pode fazer toda a diferença na percepção de valor por parte dos compradores”, explica o paisagista Wander Alcântara. Segundo ele, um projeto arquitetônico que incorpora o paisagismo de forma estratégica e consciente não apenas transforma os espaços, trazendo identidade e harmonia com a natureza, mas também pode elevar significativamente o valor da propriedade. “Esse tipo de planejamento confere um diferencial competitivo, tornando a propriedade mais atrativa e valorizada no mercado imobiliário”.

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Alcântara destaca que, além de melhorar a aparência do imóvel, o paisagismo traz funcionalidade ao criar espaços de convivência ao ar livre, com áreas de lazer como churrasqueira ou piscina. Outro ponto importante, segundo ele, é que o paisagismo sustentável, com o uso de plantas nativas, sistemas de irrigação eficientes e técnicas de permacultura, pode reduzir os custos de manutenção e aumentar o apelo do imóvel para compradores preocupados com o meio ambiente.

De acordo com Giovanna Romano, líder de projetos da incorporadora AG7, a presença de espaços verdes tem sido cada vez mais determinante na decisão de compra. “Inclusive em apartamentos, a presença de floreiras nas janelas, por exemplo, dá ao morador a sensação de ter seu jardim privativo, sendo um diferencial na aquisição e venda das unidades”, comenta. É o que tem acontecido no Pace, residencial da AG7 em Curitiba, cujo paisagismo, assinado por Ricardo Cardim, é composto por espécies nativas. Toda a fachada do empreendimento traz densidade de vegetação, como forração, pendentes e até arbustivas. “O conceito de plantio segue traços da fauna e flora brasileira, com desenhos inspirados na Serra do Mar, restinga da Marambaia e no musgo da Mata Atlântica. Árvores emblemáticas como araucárias, jerivá e palmito juçara que se encontram em extinção e são considerados restaurantes da natureza serão plantados e incentivarão o paisagismo convidativo ao convívio de pássaros”, explica Romano.

Nos apartamentos, vasos, jardineiras e hortas verticais são algumas alternativas para levar mais verde ao imóvel, conforme orienta Wander Alcântara. “Plantas suspensas e trepadeiras são ótimas formas de aproveitar melhor o espaço vertical disponível. Também é possível montar jardins internos ou terrários em áreas bem iluminadas, com plantas de interior como samambaias, suculentas e orquídeas, que são escolhas excelentes”, diz ele. Outra opção são hortas nas varandas ou cozinhas para cultivar ervas, vegetais e frutas pequenas. “Além disso, há a possibilidade de ter paredes verdes ou jardins verticais, que não só são decorativos, mas também contribuem para purificar o ar e controlar a temperatura do ambiente”, aconselha.

Espécies nativas

Para ser belo, funcional e atemporal, um bom projeto paisagístico deve estar intimamente ligado à proposta arquitetônica do imóvel, como explica o paisagista Alex Sá Gomes. “A tendência é cada vez maior pela naturalidade dos projetos, com utilização de espécies nativas e de baixa manutenção. É preciso lembrar que as plantas são seres vivos, com suas exigências e características, por isso, o local deve ser apropriado para elas, não o contrário. A escolha certa da planta para cada espaço, aliada a uma boa e eficiente manutenção vão garantir o sucesso do projeto”, diz.

As podas regulares, o controle de pragas e a adubação adequada são fundamentais para garantir a saúde das plantas e a longevidade do projeto paisagístico. “Instale sistemas automatizados de irrigação para assegurar a quantidade correta de água para as plantas, especialmente em períodos de seca, e aplique cobertura morta nos canteiros para reter a umidade, controlar o crescimento de ervas daninhas e melhorar a qualidade do solo”, orienta Wander Alcântara. Além disso, ele recomenda uma revisão anual do projeto para ajustar e renovar elementos que possam estar desgastados ou obsoletos.

Como tendência global, projetos que ajudem a regular a temperatura, umidade do ambiente, qualidade do ar e inclusive as barreiras acústicas terão cada vez mais espaço no mercado. Sendo assim, projetos de paisagismo com muito plantio ganharão destaque nas casas e apartamentos, valorizando os imóveis com esses atributos.

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Tags

espaços verdes paisagismo paisagismo urbano sustentabilidade técnicas de permacultura valorização imobiliária

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