Busca interna do iBahia
HOME > IMOBILIÁRIO

IMOBILIÁRIO

Vai reformar? Lei pode obrigar proprietários a pagarem reparos do imóvel alugado

Atualizações previstas para 2026 reforçam deveres do dono do imóvel

Iarla Queiroz
Por
Mudanças deixam mais clara a divisão de custos
Mudanças deixam mais clara a divisão de custos - Foto: Reprodução

Mudanças previstas para entrar em vigor em 2026 alteram a forma como a legislação brasileira trata a responsabilidade por reparos em imóveis alugados, com efeitos diretos para proprietários e inquilinos.

Com regras mais objetivas, quem mora de aluguel passa a ter maior clareza sobre quais despesas de manutenção podem ou não ser repassadas. Diante disso, cresce o movimento de revisão contratual e busca por informações sobre direitos e deveres na locação.

Tudo sobre Imobiliário em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

A divisão de responsabilidades segue fundamentada na Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91), aliada a dispositivos do Código Civil e a entendimentos recentes da jurisprudência, agora com maior ênfase na distribuição dos custos entre morador e proprietário.

Consertos essenciais ficam com o dono do imóvel

As alterações reforçam um princípio já previsto em lei: o proprietário deve entregar o imóvel em condições adequadas de uso e garantir que ele permaneça assim durante toda a vigência do contrato.

Na prática, isso significa que o locador continua responsável por despesas que assegurem a habitabilidade da casa ou do apartamento. Entram nessa categoria problemas estruturais, como infiltrações graves, falhas na instalação elétrica, defeitos no encanamento e irregularidades em sistemas de gás.

Esses reparos são considerados indispensáveis para o uso normal do imóvel e não podem ser repassados ao inquilino, seja por meio de taxas adicionais ou de reajustes no valor do aluguel.

Leia Também:

TECNOLOGIA

Cidades inteligentes: entenda tendência que pode resolver problemas urgentes
Cidades inteligentes: entenda tendência que pode resolver problemas urgentes imagem

ECONOMIA

Famosa rede de supermercados fecha as portas na capital; saiba qual
Famosa rede de supermercados fecha as portas na capital; saiba qual imagem

ECONOMIA

Bilionária brasileira tem mansão de R$ 2,8 bilhões com 130 cômodos
Bilionária brasileira tem mansão de R$ 2,8 bilhões com 130 cômodos imagem

Manutenção diária segue com o inquilino

Já a manutenção rotineira permanece sob responsabilidade do inquilino, desde que os problemas decorram do uso comum do imóvel.

Pequenos consertos, como troca de lâmpadas, ajustes simples em portas e janelas, limpeza de ralos e outros cuidados cotidianos que não alterem a estrutura física da residência continuam sendo obrigação do morador.

No entanto, quando o dano resulta de mau uso, negligência ou intervenções feitas sem autorização, o inquilino passa a responder pelo conserto. É o caso, por exemplo, de perfurações indevidas em paredes que acabam provocando rachaduras.

A legislação também determina que o inquilino comunique imediatamente o proprietário ao identificar a necessidade de reparos essenciais. A omissão pode gerar responsabilização caso o atraso agrave o problema.

Despesas de condomínio ficam mais claras

As atualizações de 2026 também detalham a divisão de gastos dentro dos condomínios. A nova redação reforça que despesas extraordinárias — como obras estruturais, reformas de fachada, ampliações e melhorias que impactem a segurança e a integridade do prédio — devem ser custeadas pelo proprietário.

Já as despesas ordinárias, relacionadas à rotina do condomínio, como limpeza, manutenção das áreas comuns, salários de funcionários e contas de consumo, seguem sendo de responsabilidade do inquilino, quando assim previsto em contrato.

Por que a lei foi atualizada

O objetivo das mudanças é equilibrar direitos e deveres entre quem aluga e quem é dono do imóvel, reduzindo conflitos e disputas judiciais.

Com regras mais transparentes, proprietários que antes transferiam responsabilidades estruturais aos inquilinos podem ser obrigados a assumir reparos, manutenções ou substituições de partes essenciais do imóvel.

Conhecer essas atualizações se torna fundamental para evitar surpresas financeiras e negociar contratos mais justos.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

aluguel de imóveis nova lei reforma de casa

Relacionadas

Mais lidas