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FENAGRO 2025

Artesãs compartilham histórias de superação e força na Fenagro

Artistas estão expondo na Fenagro, até o dia 7 de dezembro, no Parque de Exposições

Carla Melo
Por
Zenobia Gonçalves viajou 277 km até a Fenagro
Zenobia Gonçalves viajou 277 km até a Fenagro - Foto: Carla Melo

Diferentes idades, diferentes trajetórias e diferentes sonhos separam histórias de mulheres artesãs baianas que estão expondo suas artes na maior feira de agropecuária do Norte e Nordeste, a Fenagro 2025, que está sendo realizada durante os dias 29 de novembro a 7 de dezembro, no Parque de Exposições.

São mulheres que descobriram no artesanato uma oportunidade de mudar de vida e de viver daquilo que as fazem sentir bem. São baianas que viajaram quilômetros de estrada na esperança de mostrar seus trabalhos e compartilhar vivências com outras artesãs que também fazem arte.

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Um desses sonhos transformadores é o de Zenobia Villas Gonçalves, de 62 anos. A artesã saiu de Capim Grosso e viajou cerca de 300 km de estrada para exibir seus artesanatos feitos de couro. Não é a primeira vez que a também costureira de cultura aparece na Fenagro, e sempre conta que é emocionante apresentar o seu trabalho em feiras.

“Eu aprendi o artesanato em geral desde criança com minha mãe, com a família. A minha máquina de costura, a minha mãe quem comprou, e eu tinha oito anos de idade. Eu a tenho até hoje. Sou feliz com o que eu faço. Apesar de eu ter 62, o meu espírito é de 20 anos, e eu quero viver mais, se Deus me permitir, para me viver trabalhando com artesanato e vivendo mais anos com isso”, comemora a artesã.

Zenobia Gonçalves viajou 277 km até a Fenagro
Zenobia Gonçalves viajou 277 km até a Fenagro - Foto: Carla Melo

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Todo o processo criativo de Zenobia acontece em 90% das suas peças de couro. Ela corta, e cria todo o design de suas peças, que aos poucos ganham diferentes formatos e tamanhos. Além da força que ela cria para desenvolver as suas peças desde os seus oito anos de idade, a artesã tem tira coragem da sua força de viver, após passar por três problemas de saúde que a deixaram entre a vida e a morte.

“É uma força que vem do coração. Tive tudo isso dentro de um ano, mas eu nunca senti que eu ia morrer, e hoje estou firme e forte, porque eu sigo a Deus, que é tão maravilhoso, e me deu coragem depois de ficar um ano numa cadeira de roda. Mas aqui estou eu, feliz da vida. O artesanato ajuda muito a gente, junto com o apoio da família, marido, filho, irmão, que são meu alicerce”, continua ela.

Por outro lado, há quem está vivendo tudo isso pela primeira vez. Como é o caso de Viviana dos Santos, que há dois anos se encontrou no artesanato de sisal e juta, espécies de fibras vegetais bem adaptadas ao semiárido brasileiro. Moradora do Cabula, em Salvador, a artesã celebra a sua estreia na Fenagro.

“O sisal vem do Alto Sertão e a Juta vem da Amazônia. Então, a junção dessas duas plantas, dão um material maravilhoso, o qual eu dedico a minha vida, o meu tempo, o meu dia a dia, para que as pessoas tenham um pouquinho de mim e um pouquinho da história da Bahia dentro de casa”, disse a soteropolitana.

A história como artesã surgiu após ela assistir um vídeo ensinando a fazer uma peça parecida com a dela. O dom do artesanato, entretanto, só surgiu após um chamado divino, assim como ela conta.

Imagem ilustrativa da imagem Artesãs compartilham histórias de superação e força na Fenagro
Foto: Carla Melo

“À noite, eu tava se cochilando então eu ouvi como a voz de Deus falar comigo você sabe fazer então eu levantei era 8 horas da noite peguei algumas coisas que eu tinha e comecei a trabalhar. Às 2h da manhã, Deus me deu o dom de artesã em escultura com sisal”, continuou ela.

O dom não escolhe quem

Dona Angélica tem 67 anos, e produz bolsas e joias com tecido, crochê e outras variedades de materiais, mas antes de se tornar artesã, ela era bancária. Há 8 anos, logo após a aposentadoria, ela passou a se dedicar ao artesanato e não pensa duas vezes antes de aprender uma coisa nova.

“Eu comecei a fazer panos de pratos, mas me desafiei com o artesanato. Hoje eu faço bolsas. Não é a primeira vez que eu venho para a Fenagro. No ano passado eu vim pra cá, e sempre que tem feira, eu participo. Das coisas da vida, eu achava que eu só sabia ser bancária, mas quando eu me aposentei, e comecei a fazer cursos. Aos poucos fui aprendendo cada vez mais, e hoje estou aqui”, explica a artesã.

Imagem ilustrativa da imagem Artesãs compartilham histórias de superação e força na Fenagro
Foto: Carla Melo
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artesanato cultura baiana Fenagro 2025 fibras vegetais histórias de vida mulheres artesãs

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