COPA DO BRASIL
Time “pipoqueiro”? Rogério Ceni expõe fragilidade do Bahia em decisões
Após vexame, Ceni admite dificuldade do Esquadrão em "jogos grandes"

O Esporte Clube Bahia voltou a frustrar o torcedor tricolor. Nesta quarta-feira, 22, na estreia do clube na Copa do Brasil, em duelo válido pelo jogo de ida da 5ª fase da competição, foi derrotado por 3 a 1 pelo Remo, na Arena Fonte Nova, e ficou em situação extremamente delicada no torneio.
Após o jogo, que contou com protestos da torcida azul, vermelha e branca não só dentro do estádio, mas também fora dele — com direito a vaias e “olé” a favor do Remo —, o técnico Rogério Ceni fez questão de blindar o elenco e assumir a responsabilidade pelo vexame.
Ainda assim, admitiu que, em muitos momentos, o Bahia tem deixado a desejar em decisões, especialmente em confrontos eliminatórios, dando razão aos gritos de “time pipoqueiro”.
Segundo o treinador, o Bahia “tem apresentado resultados inferiores aos dos jogos de pontos corridos”. Ele também relembrou um momento específico da temporada passada, quando o Esquadrão não conseguiu a vaga direta na Libertadores ao ser superado pelo Fluminense na última rodada do Campeonato Brasileiro.
Se eu disser para você que não acontece… (sentir o peso de jogos grandes)
“Contra o Fluminense, na última rodada do Campeonato Brasileiro, nós não conseguimos a classificação direta e fomos para a pré-Libertadores. Hoje, contra o Remo, dentro das suas características de jogo, nós nem sempre conseguimos resultados. Às vezes conseguimos, como foi em 2024, ao eliminar o Botafogo, que era líder do campeonato”, completou.

A dificuldade do Bahia em jogos grandes, admitida pelo próprio Rogério Ceni, fica ainda mais evidente quando colocada na ponta do lápis. Nesta temporada, o Tricolor de Aço foi eliminado de forma vexatória na segunda fase da pré-Libertadores e já havia sido goleado pelo próprio Remo no Campeonato Brasileiro, quando podia ter encostado na liderança do certame.
Leia Também:
Já em 2025, além de não garantir classificação direta para a Libertadores via Brasileirão, o clube acumulou decepções: queda apática na Copa do Brasil e eliminação precoce na fase de grupos da Libertadores, após liderar o chamado “grupo da morte”.
Em 2024, o cenário também foi de instabilidade. O Bahia perdeu força na reta final do Campeonato Brasileiro e quase ficou fora até mesmo da pré-Libertadores, garantindo a vaga apenas na última rodada. Nas copas, o discurso de Ceni volta a se sustentar: eliminação para o Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil, queda nos pênaltis para o CRB na Copa do Nordeste e vice-campeonato baiano diante do Vitória, mesmo após abrir vantagem no primeiro confronto da decisão e sofrer a virada no mesmo jogo.
Diante desse histórico recente, fica evidente que o elenco do Bahia tem sentido o peso dos grandes jogos. Agora, Rogério Ceni terá de operar uma verdadeira “remontada” para manter vivo o sonho na Copa do Brasil.
O duelo de volta acontece no dia 13 de maio, às 21h30, no Mangueirão, em Belém (PA). O Esquadrão precisa vencer por três gols de diferença para avançar diretamente às oitavas de final. Em caso de triunfo por dois gols, a decisão será nos pênaltis. Já uma vitória por apenas um gol, empate ou nova derrota elimina o Tricolor de Aço da competição.
Antes deste confronto decisivo, porém, o Bahia tem um compromisso contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, em um duelo no qual o técnico Rogério Ceni afirmou que será preciso “estancar a sangria” da derrota para o Remo: “Vamos ter que conquistar o triunfo de qualquer maneira contra o Santos".
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




