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Racismo no Mundial: Zagueiro do Real acusa rival

Rüdiger aciona protocolo antirracismo

*Da Redação
Por *Da Redação
A discussão entre os dois jogadores aconteceu próximo ao árbitro brasileiro Ramon Abatti
A discussão entre os dois jogadores aconteceu próximo ao árbitro brasileiro Ramon Abatti - Foto: RICHARD PELHAM / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Um grave incidente marcou a partida entre Real Madrid e Pachuca pelo Mundial de Clubes neste sábado (21), que terminou em vitória por 3 a 1 para o time espanhol. O zagueiro alemão Antonio Rüdiger, do Real Madrid, acionou o árbitro brasileiro Ramon Abatti para relatar uma ofensa racista proferida pelo defensor argentino Gustavo Cabral, do Pachuca.

Após a discussão entre os dois jogadores, o árbitro ouviu Rüdiger e, em um gesto claro de "X" com os braços, indicou a abertura do protocolo antirracismo da FIFA. Em entrevista coletiva, o técnico do Real Madrid, Xabi Alonso, reforçou o apoio a Rüdiger: "Nós apoiamos o Antonio Rüdiger e agora creio que se abre o protocolo da Fifa, que vai investigar. É uma coisa inaceitável. Não existe tolerância com isso no futebol, não pode acontecer e as medidas cabíveis serão tomadas. Antonio nos disse e acreditamos nele. Já estão investigando".

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A Defesa de Cabral: "Um Termo Normal na Argentina"

Porém, a versão de Gustavo Cabral, zagueiro do Pachuca, diverge da de Rüdiger. Em entrevista à rádio Cope, o argentino negou veementemente ter cometido racismo. Ele afirmou que, durante a discussão, chamou o adversário de "cagão de merda", um termo que, segundo ele, é de uso comum na Argentina.

"Nos chocamos e depois houve uma discussão. O árbitro fez o sinal de racismo, mas não houve nada. Somente o chamei de um termo que usamos muito na Argentina, que é 'cagão de merda'. Em todo esse tempo eu repeti o mesmo. O jogo terminou um pouco quente, íamos para o vestiário e ele ficou me desafiando a brigar e nesse momento estávamos de cabeça quente, fomos para os vestiários discutindo mais. Ele ficou falando que me pegaria lá fora", explicou Cabral.

O zagueiro argentino reiterou sua defesa: "Foi o que ele disse [que houve racismo]. Mas eu disse um termo que sempre digo: 'cagão de merda'. Podem buscar nas imagens. Disse isso o tempo todo. Não temo sanção, não deve haver pena por isso. É um termo normal."

A FIFA deverá investigar o incidente e determinar as próximas medidas, enquanto o mundo do futebol aguarda o desfecho desse episódio que reacende o debate sobre o racismo no esporte.

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