TÊNIS BRASILEIRO
João Fonseca revela lesão crônica e mira recuperação para Grand Slam
Tenista explica histórico de problema na coluna, descarta culpa do calendário da ATP e foca no retorno para o primeiro Grand Slam do ano

Por Redação

João Fonseca abriu o jogo sobre os problemas físicos que o tiraram do início da temporada 2026 no circuito profissional. Após anunciar a desistência do ATP 250 de Adelaide, na Austrália, o tenista brasileiro explicou, em entrevista coletiva, que convive desde o nascimento com uma condição na coluna e que já sofreu uma fratura por estresse, fator diretamente ligado às dores recentes.
Segundo o carioca de 19 anos, o desconforto voltou a aparecer durante os treinamentos, especialmente na região lombar, o que motivou a decisão de não entrar em quadra neste momento decisivo da preparação para o Australian Open, primeiro Grand Slam do ano.
"Nasci com um problema nas costas e, às vezes, ela fica mais rígida. Já tive uma fratura por estresse há cinco anos, mas é algo que vai sempre estar presente no meu corpo, então preciso lidar com isso", contou João.
Desde o começo da temporada, Fonseca precisou rever o planejamento. Ele cancelou a participação no ATP de Brisbane, ficou fora da lista de convocados para os qualifiers da Copa Davis e, na última sexta-feira, confirmou a retirada do torneio de Adelaide, o que resultou na perda de 125 pontos no ranking da ATP.
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Apesar da frustração, o foco do brasileiro está totalmente voltado para a recuperação física e para chegar em condições ideais ao Australian Open. João revelou que chegou a apresentar melhora, mas ainda não se sente plenamente apto para competir.
"Infelizmente, eu não tenho condições de jogar aqui (Adelaide). É difícil tomar essa decisão. Eu me senti um pouco melhor, mas é difícil dizer que estou 100%. Estamos tentando fazer o nosso melhor para recuperar 100% e jogar o Australian Open, que é o nosso objetivo principal. A decisão não foi tomada. Nós queremos jogar, achamos que vai ser possível. Então, queremos focar na recuperação", contou.
O tenista detalhou ainda que as dores surgem, principalmente, em movimentos de rotação e no saque — um dos fundamentos mais fortes do seu jogo, ao lado do forehand agressivo e preciso. Exames de imagem descartaram lesões graves, mas acenderam o alerta para evitar riscos maiores.
"Fizemos uma ressonância magnética e não é nada muito grave, mas pode se tornar grave, então, queremos estar 100% para jogar", acrescentou.
Questionado sobre a polêmica envolvendo o calendário da ATP e o excesso de torneios obrigatórios, João descartou qualquer relação com o problema lombar. Para ele, a lesão não está ligada à carga de jogos, especialmente por ainda estar em início de trajetória no circuito profissional.
"Depois da pré-temporada, quando estava me preparando, infelizmente, essa dor começou. Não acho que seja esse o motivo da minha lesão, o calendário da ATP. Vejo muitos jogadores reclamando da agenda lotada do ano. Não posso reclamar, é só meu segundo jogando no circuito. Então, por enquanto, estou apenas aproveitando cada torneio e conhecendo novos lugares", respondeu o tenista.
Agora, a expectativa gira em torno da evolução clínica de João Fonseca nos próximos dias, enquanto a equipe médica trabalha para garantir que o brasileiro esteja apto a disputar o Australian Open sem riscos à sua saúde.
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