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VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Ex-namorado que queimou atleta olímpica morre por queimaduras

Dickson Ndiema Marangach teve ferimentos em 30% do corpo após atear fogo na ex-parceira

Azure Araujo
Por Azure Araujo
| Atualizada em
Foto: Ferenc ISZA / AFP
Foto: Ferenc ISZA / AFP - Foto: FERENC ISZA

O ex-namorado da atleta olímpica ugandesa, Rebecca Cheptegei faleceu na segunda-feira, 9, devido às queimaduras que sofreu após jogar gasolina e atear fogo contra ela. Dickson Ndiema Marangach, que sofreu queimaduras em 30% do corpo durante o ataque, estava internado em um hospital no Quênia.

A atleta de 33 anos disputou a maratona nos Jogos Olímpicos de Paris em agosto (terminou na 44ª posição). Ela sofreu queimaduras em 80% do corpo e morreu quatro dias depois, após ser queimada na frente das filhas de 9 e 11 anos, o ataque ocorreu em 1º de setembro.

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O presidente do Comitê Olímpico de Uganda, Donald Rukare se manifestou, "Condenamos veementemente a violência contra as mulheres", ao citar o crime como uma das violações mais frequentes dos direitos humanos no mundo, a violência de gênero.

A confederação de atletismo do Quênia, 'Athletics Kenya', lamentou a morte prematura e exigiu o fim da violência de gênero. Paris anunciou que dará o nome de Rebecca Cheptegei a uma arena esportiva da cidade.

Nos últimos anos o atletismo no Quênia foi marcado por casos semelhantes. Em abril de 2022, a atleta nascida no Quênia Damaris Mutua foi encontrada morta em Iten, um polo mundialmente conhecido no mundo do atletismo que fica no Vale do Rift. O principal suspeito do crime é seu companheiro.

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Tags

feminicídio Jogos Olímpicos de Paris Olimíadas Rebecca Cheptegei violência de gênero

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