'MANDALA'
Baiana conquista Six Star Medal e entra em grupo seleto de corredores
Prêmio é entregue aos corredores que completam as seis maiores maratonas do planeta

A ultramaratonista baiana Luise Borges fez história ao conquistar a Six Star Medal, conhecida entre corredores como a "mandala". A honraria é entregue aos atletas que completam as seis maiores maratonas do planeta: Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago e Nova York, integrantes do circuito Abbott World Marathon Majors.
A personal trainer fechou a lista com a prova de Boston, realizada neste ano no dia 20 de abril. Considerada uma das provas mais simbólicas e difíceis do circuito, a Maratona de Boston foi fundada em 1897, sendo a mais antiga entre as Majors.
A prova exige índice classificatório oficial, o chamado Boston Qualifier (BQ), o que torna a participação um feito antes mesmo da largada.
"Boston tem uma energia diferente. Você sente o peso da história, da tradição e da importância daquela prova para o universo da corrida. Fechar a mandala ali tornou tudo ainda mais especial", destaca Luise Borges.
Feito raro
A conquista coloca a atleta baiana em um grupo extremamente raro dentro do esporte. Segundo dados da Abbott World Marathon Majors, pouco mais de 23 mil corredores no mundo receberam a Six Star Medal até o ano passado, o que representa algo próximo de 0,001% a 0,002% dos praticantes de corrida no mundo.

A estimativa também mostra que cerca de 700 brasileiros tenham conquistado a mandala, colocando Luise entre menos de 0,05% dos corredores brasileiros. Em relação, às mulheres, o feito se torna ainda mais seleto, já que historicamente o endurance de longa distância foi um ambiente predominantemente masculino.
Mais do que completar provas, essa conquista representa anos de disciplina, renúncia, constância e amor pelo processo. A corrida transformou a minha vida e me ensinou muito sobre resistência emocional, fé e persistência. Cruzar a linha de chegada em Boston foi entender que todo esforço valeu a pena.
Corredora experiente
Ao todo, Luise Borges já completou dez maratonas e uma ultramaratona de 52 quilômetros. Atualmente, ela lidera o BORJ - Centro de Treinamento & Performance, em Salvador, espaço voltado para treinamento integrado, corrida, mobilidade e fortalecimento físico.
"Eu nunca enxerguei a corrida apenas como performance. Para mim, ela sempre foi sobre construção, saúde e permanência. Sobre preparar o corpo e a mente para viver melhor. A mandala chega como símbolo de tudo isso", explica a atleta baiana.
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