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Bahia vê defesa ruir e quadruplica número de gols sofridos na Série A
Após início sólido, Bahia vê defesa despencar, sofre 13 gols em 7 jogos e registra aumento de 333% no Brasileirão

Que o Esporte Clube Bahia não vive um bom momento na temporada é evidente — e o motivo dessa turbulência parece estar diretamente atrelado a um setor: o defensivo. Nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro Série A, a equipe comandada por Rogério Ceni quadruplicou o número de gols sofridos.
Se da 1ª até a 7ª rodada da competição — desconsiderando o duelo adiado contra a Chapecoense — o Esquadrão possuía a melhor defesa do Brasileirão, com apenas três gols sofridos, após esse período de consistência defensiva a “maré virou” para o Tricolor de Aço.
A partir do 8º jogo da Série A até a 14ª rodada, o Bahia sofreu 13 gols, mais do que quadruplicando o número de bolas na rede azul, vermelha e branca. Com isso, soma a segunda pior defesa entre as equipes do G-6 do certame, com 16 gols sofridos, atrás apenas do Fluminense que já sofreu 18 tentos.
No recorte comparativo, o Bahia apresentou um aumento de aproximadamente 333% no número de gols sofridos da 8ª à 14ª rodada em relação às primeiras sete rodadas.
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É bem verdade que o alto número de gols sofridos é influenciado pela goleada diante do Remo, justamente na 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, ainda que esse resultado fosse desconsiderado do cenário analisado, a quantidade de tentos sofridos pelo Esquadrão no período citado ainda assim seria triplicada em relação às sete primeiras rodadas.
No último domingo, 3, após o empate por 2 a 2 contra o São Paulo — resultado que acrescentou mais dois gols sofridos, ambos com participação de erros defensivos —, Rogério Ceni relacionou a instabilidade do sistema defensivo à falta de confiança decorrente do momento vivido pela equipe. O treinador também demonstrou preocupação com a recorrência de gols sofridos a partir de falhas individuais.
“O jogo construído é um jogo de erros. [O segundo gol do São Paulo] foi uma bobeira de posicionamento no lateral, não era nem para ter chegado até o cruzamento, era uma marcação simples, padrão. Mas você vê que todos eles se doam, se dedicam ao máximo. Não vou crucificar um atleta por um domínio errado, uma bola que escapa. Infelizmente esse momento de oscilação traz menos confiança mesmo. O David poderia ter ido mais firme no primeiro gol. No segundo gol foi tudo muito rápido, poderíamos ter resolvido”, comentou o técnico.
Parece que qualquer erro nosso vira gol, temos que prestar atenção mais nisso
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