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TARIFAÇO

Equipe de Lula vê baixa chance de trégua com Trump

Grupo avalia que há poucas chances de reversão do cenário

Redação
Por Redação
Presidente dos EUA já pediu que julgamento de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal) fosse interrompido “imediatamente”
Presidente dos EUA já pediu que julgamento de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal) fosse interrompido “imediatamente” - Foto: © Marcelo Camargo | Agência Brasil

Marcada para o próximo 1º de agosto, a entrada em vigor do tarifaço prometido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), já tem em torno, negociadores do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mesmo após o acordo firmado entre o Brasil e a União Europeia, a equipe avalia que há poucas chances de reversão do cenário.

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Parte dos integrantes do comitê criado por Lula para lidar com a taxação vê que, em relação aos europeus, o contexto tinha menos carga política do que no caso brasileiro.

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Uma das avaliações é que a tarifa reduzida aplicada aos países da União Europeia, fixada em 15%, pode, na prática, tornar o comércio brasileiro ainda menos competitivo frente ao norte-americano. O Brasil, ao que tudo indica, vai seguir submetido à tarifa de 50%.

Entre os motivos apontados para a diferenciação está o apoio declarado de Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente dos EUA já pediu que o julgamento de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal) fosse interrompido “imediatamente”, o que reforça o viés político da medida contra o Brasil.

De acordo com integrantes do governo, a tendência é que esse argumento ganhe força se o tarifaço for mesmo iniciado na data prevista, 1º.agosto.2025.

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou neste domingo, 27, que não vai haver adiamento. De acordo com ele, “a alfândega vai começar a recolher o dinheiro e pronto”.

Essa declaração foi recebida como um sinal negativo pelo governo Lula, que vê a margem de negociação ainda mais reduzida.

Embora tenham menções políticas, os Estados Unidos também apontaram justificativas econômicas para a medida. Desde março, o país tem acusado o Brasil de adotar práticas protecionistas, como barreiras burocráticas e altas taxas sobre produtos importados norte-americanos, baseando-se em dados oficiais de comércio bilateral.

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