AGRO E SÃO JOÃO
Flávio Bolsonaro planeja duas visitas à Bahia em junho
Pré-candidato à Presidência quer testar popularidade em reduto de Lula


O pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pode cumprir agenda na Bahia duas vezes em um período de menos de 30 dias, no mês de junho.
O primeiro compromisso do liberal deve ser a presença na Bahia Farm Show, em Luis Eduardo Magalhães (oeste do estado). Considerada a maior feira do agronegócio do Norte e Nordeste do país, o evento acontece entre os dias 8 e 13 de junho.
Poucos dias depois, o senador deve marcar presença durante o São João de Cruz das Almas, no Recôncavo baiano. Os festejos ocorrem entre os dias 19 e 24 de junho.
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As viagens à Bahia fazem parte de uma tentativa de Flávio de avaliar sua popularidade junto ao eleitorado local, considerado fundamental para a eleição de Lula (PT) em 2022.
Os dois municípios a serem visitados pelo pré-candidato ao Palácio do Planalto são governados por prefeitos aliados ao bolsonarismo: Júnior Marabá (PP), em Luís Eduardo Magalhães, e Ednaldo Ribeiro (Republicanos), em Cruz das Almas.
Baixas na equipe de campanha
Após o publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, decidir abandonar o comando de comunicação da pré-campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro em meio às polêmicas do senador com o caso Master, a equipe sofreu outra baixa.
O jornalista Rodrigo Saccone deixará de atuar como assessor de imprensa de Flávio na campanha presidencial. O profissional, no entanto, de acordo com o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, deve continuar atuando no time como assessor de imprensa do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio.
Saccone foi contratado em abril para fazer a campanha de Flávio. Ele foi o segundo assessor da campanha. Antes, o jornalista Tyndaro Menezes foi contratado e deixou o cargo uma semana depois.
Flávio Bolsonaro lidera rejeição após escândalo com Banco Master
O escândalo do Banco Master associado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação dos áudios em que ele pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro o posicionou como o pré-candidato mais rejeitado à presidência da República.
O herdeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acumula 52% de índice de rejeição, o que representa um aumento de 3 pontos percentuais, conforme os números divulgados na manhã desta terça-feira, 19, pela pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, parceira do Grupo A TARDE.
Em abril, a mesma sondagem mostrou que o congressista somava 49,8% de índice de rejeição dos entrevistados que disseram não votar nele de jeito nenhum.
Em seguida, aparece o presidente Lula (PT), que oscilou de 51%, em abril, para 50,6%, em maio. Apesar de estar inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro também aparece no levantamento e é rejeitado por 49,1% dos entrevistados.


