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Eleições 2026: mais TV e rádio significam mais votos? Veja a divisão

Divisão do tempo de TV e rádio para os candidatos pode influenciar na hora do voto

Yuri Abreu
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| Atualizada em

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Mesmo com avanço das plataformas digitais, tempo de TV e rádio ainda é objeto de desejo por parte de partidos políticos nas eleições
Mesmo com avanço das plataformas digitais, tempo de TV e rádio ainda é objeto de desejo por parte de partidos políticos nas eleições - Foto: Reprodução

Uma das expectativas de partidos e candidatos às eleições para presidente e governador, durante a campanha eleitoral, é com relação ao tempo de TV e rádio que cada um deles terá disponível para se apresentar aos eleitores que vão às urnas no mês de outubro.

De acordo com a legislação, a divisão leva em conta o tamanho das bancadas dos partidos, federações e coligações na Câmara dos Deputados — além disso, nessa conta é incluído o desempenho das siglas nas eleições anteriores. Em 2026, a propaganda nos dois meios terá início a partir do dia 28 de agosto, 35 dias antes do primeiro turno do pleito, em 4 de outubro.

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Distribuição

Ainda conforme as leis que regem as eleições, 90% do tempo é distribuído proporcionalmente ao número de representantes na Câmara e os outros 10% igualmente entre os candidatos dos partidos que superaram a cláusula de barreira.

Também chamada de cláusula de desempenho, a regra estabelece que os partidos precisam atingir um percentual mínimo de votos válidos para a Câmara dos Deputados ou um número mínimo de deputados eleitos para ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na televisão e no rádio.

Vantagens

Diante do cenário, na prática, partidos maiores entram na campanha com vantagem estrutural, enquanto legendas médias e pequenas passam a usar apoio político e alianças como moeda para compensar a menor fatia de recursos.

Muito também dessa atração de partidos, federações e coligações pelo tempo de rádio e TV se deve ao acesso dos recursos do fundo eleitoral. Por isso, quanto maior for a junção da representação na Câmara e a quantidade de partidos, mais tempo o candidato nas eleições majoritárias — presidente, governador e senador — terá.

Rádio e TV: 90% do tempo é distribuído proporcionalmente ao número de representantes na Câmara e os outros 10% igualmente entre os candidatos dos partidos que superaram a cláusula de barreira
Rádio e TV: 90% do tempo é distribuído proporcionalmente ao número de representantes na Câmara e os outros 10% igualmente entre os candidatos dos partidos que superaram a cláusula de barreira | Foto: Reprodução

Força do rádio e da TV frente às plataformas digitais

Apesar da perda de protagonismo diante das plataformas digitais, o tempo de rádio e televisão continua sendo um ativo relevante, especialmente nas negociações políticas. Mais do que um instrumento direto de convencimento do eleitor, ele funciona como moeda de troca na formação de alianças.

Partidos com pouca expressão eleitoral, mas com segundos importantes de propaganda, ganham peso nas articulações para chapas majoritárias. Em 2026, essa dinâmica tende a se repetir tanto na eleição presidencial quanto nas disputas pelos governos estaduais, influenciando a composição de coligações.

Presidência da República

Os dados mais precisos sobre qual será o tempo de TV e rádio dos candidatos à Presidência e ao governo do Estado devem ser divulgados mais adiante, com a confirmação dos postulantes nas convenções partidárias — entre 20 de julho e 5 de agosto — e a consequente formação das coligações.

No entanto, é possível fazer uma estimativa em cima de levantamentos que levam em conta as bancadas no período das eleições de 2022. Até agora, pelo menos seis partidos apresentaram pré-candidaturas à Presidência da República.

No entanto, das seis siglas, apenas as três primeiras cumpriram, há quatro anos, a chamada cláusula de barreira. Já os demais teriam de usar as redes sociais ou o engajamento pessoal, nas ruas, para realizar as campanhas.

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Duração

Em 2022, o PT, que faz parte de uma federação com o PV e o PCdoB, elegeu 81 deputados federais. Ao bloco, isso representaria, de acordo com um levantamento divulgado pelo Instituto Primeiro de Maio, um tempo de TV de 1 minuto, 59 segundos e cinco centésimos.

O cálculo não leva em conta coligações que normalmente orbitam o campo da esquerda, como o PSB e a federação PSOL/Rede. Se incluídos nesta conta junto à Federação Brasil da Esperança, o tempo de TV tende a ser ampliado. Os dois grupos, por exemplo, têm um tempo, cada, de 23 segundos e 78 centésimos.

O PL, que elegeu 99 deputados em 2022, teria, sozinho, o tempo de 2 minutos, 14 segundos e 98 centésimos. A legenda fica apenas atrás da federação União-Progressista, que tem uma bancada de 106 deputados federais e o tempo de 2 minutos, 28 segundos e 98 centésimos. Como os grupos devem se unir nacionalmente, o tempo de TV pode ser maior que 4m40s.

Já o PSD, caso mantenha Caiado como candidato à Presidência, teria um tempo de 59 segundos e 54 centésimos, por ter eleito 42 deputados federais.

Governo da Bahia

Aqui na Bahia, um levantamento feito aponta que o grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) contará com um tempo de 3 minutos e 31 segundos. A coligação conta com a federação formada por PT, PCdoB e PV, além de PSD, MDB, PSB, Avante e PDT.

A chapa formada por Ronaldo Mansur e Meire Reis, da Federação PSOL/Rede, terá 31 segundos por bloco. Já João Roma Aleluia, do Novo, contará apenas com o tempo igualitário, estimado em 18 segundos, por não ter atingido a cláusula de barreira.

Por sua vez, quem deve ter o maior tempo de TV e rádio é a chapa encabeçada pelo ex-prefeito ACM Neto (União). Conforme levantamento recente da Ismerim Advogados Associados, coligação liderada por ele terá 4 minutos e 57 segundos por bloco.

A chapa é formada por União Progressistas, PL, Republicanos, PSDB/Cidadania, Podemos, PRD/Solidariedade e DC.

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