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Projeto mobiliza alunos para enfrentamento da violência digital

Assuntos como fake news, autoimagem e cyberbulling são debatidos pelos estudantes

Da Redação
Por Da Redação
Estudantes se destacaram com a inovação
Estudantes se destacaram com a inovação - Foto: Divulgação SEC

Assuntos como fake news; autoimagem e comparação social; privacidade e segurança na internet; e, principalmente, cyberbulling integram o dia a dia dos estudantes do 2° ano do Ensino Médio do Colégio Estadual de Campo Filinto Justiniano Bastos, no município de Seabra. A partir da disciplina eletiva Cidadania e Segurança Digital, eles iniciaram, em 2023, um processo de letramento digital e de desenvolvimento de habilidades essenciais para a cidadania e atuação mais responsável no enfrentamento à violência no meio virtual.

A necessidade de formar os jovens estudantes - que são majoritariamente do campo e quilombolas - para lidarem com as novas demandas e os desafios do mundo digital, a partir do conhecimento funcional e crítico sobre o uso da tecnologia, foi a motivação do professor da referida disciplina, Reginaldo Araújo. “Na era da produção de informação e de conhecimento por meio das plataformas digitais, como se vê na internet, é importante preparar as pessoas para esse novo mundo, que implica em compreender e utilizar de forma crítica as informações. Não se trata simplesmente de aprender a utilizar a tecnologia e o meio digital, mas usar suas funções com respeito pelos demais. Os estudantes já demonstram amadurecimento significativo e atuação mais responsável no meio virtual”, revela.

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Normativas legais - Como ação danosa praticada há muito tempo, o bullying, a partir do maior contato da sociedade com o universo digital, sofreu uma adaptação e, nesse meio, passou a ter um novo título: cyberbullying. Isso representa uma nova roupagem para algo que já fere muitos jovens, público em que a incidência é maior. A prática da intimidação, humilhação, exposição vexatória, perseguição, calúnia e difamação por meio de ambientes virtuais, como redes sociais, e-mail e aplicativos de mensagens, por exemplo, passou a ter um suposto anonimato por parte de quem a comete. No entanto, isso não é real, pois pistas e “pegadas” são deixadas sempre que navegamos na web.

“Entendo que, no mundo contemporâneo, somos cidadãos digitais e, por isso, precisamos estar letrados digitalmente, dentro da perspectiva da educação midiática, como propõe a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as normativas legais mais atuais, dentre elas a Lei n° 14.811/2024, sancionada no início deste ano pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, que torna mais rígidas as penas para crimes contra crianças e adolescentes, incluindo o bullying e o cyberbullying nesse panorama. Alguns dos resultados deste trabalho com o cyberbullying e seus impactos positivos na empatia para com o outro estão disponíveis no Instagram de nossa escola (@cefilinto) e no perfil criado para a exposição dos produtos da eletiva (@eletivanaweb)”, completou.

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Tags

autoimagem comparação social cyberbulling fake news privacidade segurança na internet

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