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Socorro a aéreas não terá dinheiro do Tesouro, diz Haddad

O novo fundo de até R$ 6 bilhões deve ser apresentado depois do Carnaval

Da Redação
Por Da Redação
Ainda neste mês a pasta deve ter um diagnóstico e uma proposta para o setor
Ainda neste mês a pasta deve ter um diagnóstico e uma proposta para o setor - Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 5, que o recurso do Tesouro Nacional não será usado para ajudar a financiar empresas aéreas em dificuldades judiciais. A declaração foi após encontro com economistas na sede do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.

De acordo com Haddad, ainda neste mês a pasta deve ter um diagnóstico e uma proposta para o setor.

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"Nós vamos entender melhor o que está acontecendo e não existe socorro com dinheiro do Tesouro. [...] O que está eventualmente na mesa é viabilizar uma reestruturação do setor, mas que não envolva despesa primária", afirmou.

Leia mais: Ministro de Portos e Aeroportos promete socorro a companhias aéreas

Ainda segundo o ministro, o custo do querosene de aviação não pode ser utilizado como justificativa para aumento no preço dos bilhetes. “O preço do querosene caiu durante o nosso governo [2023], não pode ser justificativa para aumento de passagem aérea.”

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, o novo fundo de até R$ 6 bilhões para financiar as empresas aéreas que operam no Brasil deve ser apresentado depois do Carnaval.

No último dia 25, a Gol entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. Segundo a empresa, a medida, também conhecida como “chapter 11”, tem objetivo é conseguir levantar capital, reestruturar finanças e fortalecer operações comerciais, enquanto mantém a operação rodando.

O governo já trabalha com algumas alternativas para socorrer as companhias, como o Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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