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Produtos típicos do período de Páscoa estão mais caros em 2025

Compras antecipadas, pesquisas e substituições inteligentes ajudam a economizar

Dianderson Pereira*
Por Dianderson Pereira*
Imagem ilustrativa da imagem Produtos típicos do período de Páscoa estão mais caros em 2025
Foto: Daniel Thamme/Cacau&Chocolate

Ovos da Páscoa, bacalhau, vinho e encontros em família tornam o período da Quaresma e Páscoa uma época especial, mas os preços elevados deste ano exigem planejamento para evitar surpresas no orçamento. Quem já foi ao mercado para se preparar para o período nota que um ovo de Páscoa de 350g, das marcas mais conhecidas, está custando em torno de R$ 90, enquanto o quilo do bacalhau tipo Saithe, mais em conta no ano passado, agora chega a R$ 85. Segundo especialistas, compras antecipadas, substituições inteligentes e o uso consciente do parcelamento ajudam a evitar gastos excessivos e garantem economia nas compras.

A valorização de matérias-primas essenciais para os produtos típicos da Páscoa tem pressionado os preços em 2025. Julio Cesar Woolley, especialista em investimentos internacionais e consultor de finanças, observa que o preço médio de um ovo de chocolate de 350g no mercado para a Páscoa deste ano está girando em torno de R$ 90, influenciado pelo aumento de 189% no valor do cacau nos últimos 12 meses. “O preço do chocolate subiu, e essa tendência se reflete nos ovos de Páscoa para 2025”, explica.

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O bacalhau também pesou mais no bolso de quem foi ao mercado nos últimos meses. O tipo Saithe, um dos mais consumidos no Brasil, que antes podia ser encontrado por cerca de R$ 73,50 o quilo, agora já chega aos R$ 85, um aumento de 15,72% em um ano. Esses aumentos afetam não só a celebração da Páscoa, mas o orçamento das famílias. O consultor financeiro Yuri Ferreira alerta para se preparar financeiramente para a Páscoa. “Sem o controle com os gastos, é difícil manter o orçamento equilibrado. Como os custos da Páscoa são anuais, faz sentido reservar parte do orçamento para essas despesas, evitando impacto nas finanças pessoais”.

Manter a tradição

Evitar gastos excessivos na Páscoa pode partir de um planejamento antecipado e escolhas estratégicas. "Definir um orçamento específico para a data é essencial para evitar compras impulsivas e endividamento", recomenda Álvaro Matheus, planejador financeiro.

Além disso, comparar preços pode fazer uma grande diferença. "Uma pesquisa do Procon-SP mostrou que o preço de um mesmo ovo de Páscoa pode variar até 150% entre diferentes lojas e sites", destaca o especialista Júlio Cesar Woolley.

Para quem deseja reduzir gastos, algumas alternativas incluem substituir ovos de chocolate por barras e bombons, além de considerar outras opções de peixes, como corvina ou tilápia, em vez do bacalhau. "Se não pudermos comer bacalhau, a melhor opção é substituir. Atualmente, o camarão está com preço mais acessível no mercado. É importante ter em mente as opções e aplicá-las", sugere Poliana Ramos, consultora financeira e sócia-diretora da PLR Assessoria Imobiliária.

Produzir os próprios chocolates e pratos típicos também pode ser uma solução econômica e divertida. "Fazer em casa é sempre mais barato. Além disso, se for feito em família, o evento se torna mais divertido", afirma Poliana Ramos.

Yuri Ferreira explica que a decisão entre comprar pronto ou fazer em casa deve considerar o tempo disponível. “Quem tem um dia corrido pode preferir comprar, mas para quem pode produzir, a economia será maior”.

Além das opções tradicionais, a Páscoa também conta com alternativas mais saudáveis para quem busca chocolates sem açúcar, sem glúten e sem lactose. Miniovos, bombons artesanais e ovos recheados estão entre as opções disponíveis pelas confeitarias, com preços que variam, em média, de R$ 30 a R$ 110, dependendo do tamanho e dos ingredientes.

Para aqueles que optam por parcelar compras de Páscoa, é fundamental cautela. "Alimentos não devem ser parcelados, pois são despesas que devem caber no orçamento mensal", alerta Woolley. Se o parcelamento for inevitável, ele recomenda buscar descontos para pagamentos à vista ou, no máximo, dividir em poucas parcelas sem juros.

Yuri Ferreira destaca que o principal risco do parcelamento é a falta de controle sobre as faturas. “Hoje, percebo que os brasileiros não controlam muito esse valor. Vejo casos em que os parcelamentos do cartão ocupam cerca de 50% da renda pessoal, o que é extremamente elevado. O ideal é que esse número fique entre 10% e 15% da renda”, recomenda.

Planejar parcelamento

Poliana Ramos também alerta que o parcelamento só é válido quando há planejamento. "Pode parcelar, mas só pode fazer novas aquisições após finalizar o parcelamento realizado. O controle de finanças vai trazer mais segurança no futuro". Além disso, ela reforça a importância de avaliar se o presente cabe no orçamento. "Se na Páscoa não couber um ovo de chocolate, um simples chocolate pode manter a festividade”.

*Sob a supervisão da editora Cassandra Barteló

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