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CRISE DOS COMBUSTÍVEIS

Preço médio do gás de cozinha importado sobe 60% após guerra do Irã

Governo Federal estuda alternativas para que o aumento no mercado internacional não afete o consumidor brasileiro

Gustavo Nascimento
Por
| Atualizada em
Botijões de gás de cozinha empilhados
Botijões de gás de cozinha empilhados - Foto: Marcello Casal | Agência Brasil

O preço médio do GLP (gás liquefeito de petróleo), o tradicional gás de cozinha, disparou no mercado internacional desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio, de forma que importadores do produto no Brasil estariam pagando hoje um valor 60% superior ao que pagaram na semana anterior ao início do conflito.

Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) mostram que, na terceira semana de fevereiro, a paridade de importação pelo porto de Santos, o principal do país, era de R$ 32,21 por botijão, enquanto o valor na última semana era de aproximadamente R$ 51,40 por botijão.

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A situação se agrava quando se observa que o Brasil depende de importações do produto para abastecer aproximadamente 20% do mercado de gás de cozinha.

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Reação do Governo Federal

Diante do aumento dos preços no mercado internacional, o Ministério de Minas e Energia (MME) avalia a criação de uma subvenção temporária para o gás de cozinha, de acordo com pessoas próximas ao tema. Além disso, outras ações devem ser tomadas para conter o avanços dos preços de outros produtos derivados do petróleo

Em nota, o MME disse que o conjunto de ações busca responder à escalada recente dos preços internacionais do petróleo, em meio à instabilidade geopolítica no Oriente Médio e à volatilidade nos mercados globais de energia. As medidas em análise terão caráter temporário, excepcional e anticíclico, voltadas a enfrentar um choque externo de preços.

"O objetivo é reduzir pressões sobre os preços de combustíveis, transporte e cadeias produtivas, preservar o funcionamento da economia e garantir a estabilidade do abastecimento doméstico, assegurando acesso aos energéticos sem comprometer a segurança e a justiça energéticas para a população", diz o ministério.

Situação na Bahia

Procurada pelo portal A TARDE, a empresa Acelen, que administra a refinaria de Mataripe, na Bahia, informou que o reajuste dos preços do GLP será anunciado nesta quarta-feira, 1º. A refinaria baiana concentra cerca de 4,3% do mercado brasileiro de GLP, segundo dados da ANP, enquanto a Petrobras tem 90%.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) informou que não se manifesta sobre preços, projeções de preços ou qualquer tipo de estimativa relacionada ao mercado.

Confira a nota na íntegra:

A entidade ressalta que é de conhecimento público que os preços do petróleo e de seus derivados vêm sofrendo forte pressão, em grande parte decorrente de conflitos com impacto relevante sobre a cadeia global do petróleo, o que pode influenciar os custos do GLP e promover eventuais mudanças nas condições econômicas e de mercado na cadeia do produto.

O Sindigás esclarece, ainda, que não tem acesso e não interfere em estratégias comerciais e políticas de preços das empresas associadas. O acompanhamento do comportamento do mercado que a entidade realiza dá-se com base em informações públicas divulgadas por órgãos oficiais, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Ministério de Minas e Energia (MME) e outras entidades governamentais, e acredita que possíveis medidas para conter os efeitos da disparada do petróleo no exterior por conta do cenário de guerra serão tratadas de forma técnica pelas autoridades competentes, e devem ser capazes de capturar com maior rapidez os efeitos de mudanças abruptas de mercado.

Neste momento, o cenário segue sendo monitorado pelo setor.

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energia gás de cozinha Política

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